FORMAÇÃO DE PROFESSORES E SUAS IMPLICAÇÕES NA PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO

Maria Elze dos Santos Plácido, Maria Gorete Bezerra de Araújo, Solange Lacks, Josiane Cordeiro de Sousa Santos

Resumo


Enxerga-se que atualmente, a política educacional busca correlacionar educação, desenvolvimento e trabalho, ressuscitando a teoria do "capital humano"1. Essa visão economicista da educação associada à ideia de que a educação melhora o desempenho no trabalho e de que sua expansão potencializa o crescimento é bastante questionada por alguns autores que vêem como um desdobramento dos postulados da teoria econômica marginalista, aplicados à educação e como forma de aumentar o controle sobre o trabalhador e o processo de trabalho. Nesse sentido, o educador necessita em sua formação se apropriar do conhecimento científico acumulado historicamente e produzido coletivamente pelos homens, pois, os conhecimentos científicos são os resultados mais elaborados da experiência humana e são imprescindíveis para a apreensão da realidade objetiva no sentido do agir adequadamente. Entretanto, percebemos que as categorias educação, produção do conhecimento e a formação do professor sob a égide do projeto capitalista não têm conseguido atingir o desenvolvimento do grau de maturidade científica para a ação prática na realidade.


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