POLÍTICA E GESTÃO EDUCACIONAL: ANÁLISE A PARTIR DAS DETERMINAÇÕES DA SOCIEDADE CAPITALISTA.

Maria Elze dos Santos Plácido, Maria Gorete Bezerra de Araújo, Solange Lacks, Josiane Cordeiro de Sousa Santos

Resumo


Parte-se do entendimento de que as políticas recentes de ciência implementadas no Brasil são fundamentadas em um conjunto de pressupostos formulados no contexto específico dos países desenvolvidos A universidade no contexto do mundo globalizado parece perder muito de sua função social e como consequência a Ciência caminha em estreita sintonia com as relações de mercado. Diante deste pressuposto este artigo tem como objetivo analisar de forma reflexiva a realidade das universidades públicas no Brasil e seus reflexos no campo científico a partir da sociedade capitalista. Para a construção analítica deste texto serviram de aporte teórico os estudos de Saviani (2008);  Kopnin  (1972); Sobral,  (1986), dentre  outros.  Trata-se de um estudo estruturado metodologicamente no materialismo histórico dialético. Conclui-se, que as políticas voltadas para a Ciência implantadas no Brasil são fundamentadas em pressupostos específicos dos países desenvolvidos e concebidas para uma realidade distinta daquela que se pretende modificar.  Diante da realidade aqui apresentada observa-se que a produção globalizada de bens, justificada pela incessante competição que associa qualidade e lucro, convive com a brutal exclusão social e desemprego especialmente nos países do terceiro mundo, ou periféricos rotulados como emergentes. É notório, que o propósito da lógica do capital implique em transformações na sociedade globalizada provocando consequentemente importantes impactos sobre a condução das políticas voltada para a ciência – tanto nos países desenvolvidos quanto nos países subdesenvolvidos.


Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.