O DIÁLOGO: INSTRUMENTO POLÍTICO DE UMA GESTÃO ESCOLAR OU AO MENOS DEVERIA SER.

Joel Severino da Silva

Resumo


Este artigo é oriundo de um projeto de pesquisa desenvolvido na disciplina de Pesquisa e Prática Pedagógica do curso de pedagogia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), realizado numa escola do campo. Cujo objetivo foi discutir e analisar o diálogo na prática da gestão escolar, e se ela (escola) presa pela democracia como previsto na LDB, e se pensa uma gestão dialógica e descentrada. E entender como a posição de sujeito e lugar se constrói no chão da escola através do diálogo entre escola/comunidade. Para tal, este trabalho está fundamentado na pesquisa de campo e propõe analisar tais práticas a partir da teoria do discurso de Orlandi, e a teoria e análise do discurso de Ernesto Laclau trabalhado por Burity (2007) e recorre a outros autores que discutem a mesma teoria. Também aplicação de questionário abertos e fechados e roteiro de caracterização. Neste trabalho constatou-se que apesar da escola estudada, ter o mínimo de diálogo entre a gestão, professores e servidores, há ainda, um distanciamento entre a escola e comunidade, o que atesta um afrouxamento na estrutura dialógica entre os pares, reforçando a primazia do lugar de onde fala a gestão. Reproduzindo um discurso de legitimidade autoritária de uma cosmovisão da realidade educacional, descendente de uma formação patronal, corroborando para o acirramento das concepções antagônicas e transferência de responsabilidade do fracasso escolar.


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