HEMORRAGIA EM CALOPSITA (Nymphicus hollandicus, KERR, 1792) POR FRATURA EM CANHÃO DE PENA – RELATO DE CASO

Nara Silva de Carvalho Delfino, Elpídio Vicente dos Santos Júnior, Elias Alberto Gutierrez Carnelossi, Juan Manuel Ruiz Esparza Aguilar, Victor Fernando Santana Lima

Resumo


Introdução: As calopsitas são aves exóticas dóceis e sociáveis que tem sido mantidas como pets exóticos no Brasil. Nos últimos anos o interesse pela criação desses animais tem influenciado diretamente no mercado de produtos e serviços veterinários, principalmente quando estes animais necessitam de atendimento clínico especializados. Dentre as afecções que podem acometer esses animais destacamos as lesões em canhão de pena, o qual na maioria das vezes é provocado por seus tutores na apara das penas de forma inadequada, resultando em hemorragias graves em virtude da lenta coagulação sanguínea destes animais. Diante do exposto, este estudo tem por objetivo relatar um caso de hemorragia em calopsita por fratura em canhão de pena da asa. Relato de caso: Foi atendido pelo grupo de estudos de animais selvagens da Universidade Federal de Sergipe, campus do Sertão, uma calopsita albina, fêmea adulta, pesando aproximadamente 80g, com histórico de sangramento na asa direita após o corte das penas primarias das asas. No exame clínico foi constatado prostração, dor a palpação da asa direita, bem como sangramento dos canhões das penas primararias (P2, P3 e P4), presença de crostas e edema na região digital do quinto metacarpo. Procedeu-se então, a limpeza da asa com água corrente, para posterior aplicação tópica de NaCl 0,9% e Alcool 70, e em seguida foi realizada a hemostasia com a cauterização dos canhões (P1 a P5). Como protocolo terapêutico foi administrado Cefalexina (50-100 mg/kg/12h/VO), Dipirona (25 mg/kg/8h/VO) e Meloxicam (0,4 mg/kg/IM) por 3 dias. Além da limpeza da asa a cada 24 horas, com posterior aplicação tópica da seiva de aloe vera por 15 dias e suplementação com Vitagold® por 30 dias. Resultado: Após a cauterização observou-se ausência de sangramento, já ao 30° dia o foi reavaliado sendo verificada melhora clínica, pois encontrava-se ativa, com ingestão regular de alimentos. Conclusão: A realização da conduta clínica  correta com o manejo terapêutico eficaz, atrelado ao acompanhamento do paciente a domicílio, é de suma importância no sucesso clínico da ave.

Palavras-chave: Clínica de aves, psitacídeos, traumatismo.




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