ANÁLISE TERMOGRÁFICA COMO AUXÍLIO DIAGNÓSTICO DE ARTRITE EM FLAMINGO (Phoenicopterus chilensis) – Relato de caso

Fabiano Rocha Prazeres Júnior, Vanessa Silva Santana, Glícia Fernanda Oliveira Almeida, Arthur Carlos da Trindade Alves, Leandro Silva Reis, André Luiz Mota Costa

Resumo


Introdução: O flamingo chileno (Phoenicopterus chilensis) é uma ave da família Pheonocopteridae, encontrada apenas em países da América do Sul, como, Peru, Argentina, Chile, Bolívia e no Sul do Brasil. Mede de 95 a 105cm e pesando em média 2kg, alimenta-se de invertebrados aquáticos, algas e sementes. A crescente popularidade das aves em criatórios comerciais, parques zoológicos e como animais de estimação, tem criado maiores exigências quanto à obtenção de informações especializadas a respeito desses animais. O exame termográfico possibilita ao profissional evidenciar uma medida gráfica de mapeamento e visualização da temperatura da superfície da pele, auxiliando a formar, um diagnóstico de informações qualitativas, pois se visualiza pela cor a temperatura na superfície da pele. O espectro de cores passa a ser indicador, ou seja, temperaturas quentes e frias que podem co-existir quando houver a presença com um foco inflamatório. Informações que, em conjunto com o exame clínico, são fundamentais para a definição do diagnóstico. Objetivou-se com o presente trabalho relatar a importância da termografia como auxílio no diagnóstico de artrite em flamingo chileno. Método: O setor de veterinária do Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros (PZMQB) foi acionado pelos tratadores, com a queixa de que um dos flamingos não estava se movimentando normalmente, ao chegar no recinto pode-se notar que de fato um dos animais apresentava uma claudicação moderada do membro direito. Afim de uma avaliação mais precisa e menos estressante possível para os animais do recinto, foi realizada a termografia, onde foi possível observar através da escala de cores, inflamação da articulação (fêmuro-tibio-patelar?). Posteriormente o indivíduo foi contido fisicamente para uma avaliação clínica mais detalhada e submetido a exame radiográfico, descartando qualquer possibilidade de fratura e confirmando o diagnóstico de artrite. Foi então estipulado o tratamento tópico a base de DSMO diluído em gel para ultrassom (1:1), e meloxicam 2% na dose de 0,5ml por via intramuscular durante 3 dias e na dose de 0,2ml por mais 3 dias. Resultados: Com o auxilio da termografia, foi possível identificar com precisão e avaliar a progressão do tratamento estipulado para a inflamação articular, além da visualização de estruturas adjacentes afim da detecção de outras possíveis alterações. É possível observar através da escala de cores das imagens a eficácia do tratamento proposto. Conclusão: A termografia mostrou-se uma excelente ferramenta no auxilio diagnóstico apesar de ter uso pouco frequente na Medicina Veterinária. É uma ótima alternativa no campo da medicina de animais selvagens, onde, por ser um exame rápido e prático, muitas vezes não se faz necessária contenção física e/ou química do paciente para avaliação, visto que os mesmos tem uma sensibilidade maior ao estresse.

 

Palavras-chave: Aves. Inflamação. Estresse.


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