Macrofauna edáfica em duas profundidades em ambiente de Pastagem e Caatinga, no Semiárido Alagoano

Leila Caroline Salustiano Silva

Resumo


A macrofauna invertebrada do solo compreende grupos de organismos que habitam a interface solo-serapilheira promovendo serviços ecológicos aos ecossistemas. O objetivo da pesquisa foi avaliar a macrofauna edáfica em duas profundidades em ambiente de Caatinga e Pastagem na Serra da Caiçara, Maravilha, Semiárido de Alagoas. A avaliação da macrofauna edáfica foi realizada em duas profundidades e em duas áreas (Pastagem e Caatinga), utilizando armadilhas Provid. Os organismos > 2 mm foram quantificados e identificados ao nível de ordem taxonômica, utilizando chave de identificação, sendo avaliada a abundância e diversidade pelos Índices de Diversidade de Shannon, o Índice de Equabilidade de Pielou, e o Índice de Dominância de Simpson. Foram coletados amostras de solo, para a determinação do conteúdo de água do solo e realizadas medidas da temperatura do solo na superfície e subsuperfície. A maior riqueza de grupos taxonômicos encontra-se na área de Caatinga em ambas as profundidades do solo avaliadas. O grupo Hymenoptera é o mais dominante, nas duas áreas avaliadas (Pastagem e Caatinga) confirmado pelos índices de Shannon, Pielou e Simpson. Tanto o ambiente de Caatinga quanto o de Pastagem localizado na Serra da Caiçara estão oferecendo condições favoráveis de moradia e alimentação para os grupos da macrofauna edáfica.

Texto completo:

Arquivo Completo

Referências


E. R. S. Alves, et al. Insetos de diferentes fitofisionomias da Caatinga do município de Jaicós, Piauí. In: III Encontro de Inovação Tecnológica e Ensino de Ciências, 3, 2014, Picos. Anais... Picos: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí, 2014. p. 101-103.

F. A. L. Alves, et al. Caracterização da macro e mesofauna edáfica sobre um fragmento remanescente de “mata atlântica” em Areia-PB. Revista Gaia Scientia, 2014, 8, 1, 384-391.

J. J. A. Alves, Biogeografia. Editora Fotograf, João Pessoa 2008.

K. D. Araújo, et al. Dinâmica da mesofauna edáfica em função das estações seca e chuvosa em áreas de Caatinga sob pastejo. Brazilian Geographical Journal: Geosciences and Humanities research medium, 2013, 4, 2, 663-679.

A. O. Araújo, et al. In: I Congresso Internacional de Meio Ambiente Subterrâneo. Vol. 1, 2009, 1-12.

D. Baretta, et al. Fauna edáfica e qualidade do solo. Revista Tópicos Ciência Solo, 2011, 7.

D. Baretta, et al. Potencial da macrofauna e variáveis edáficas como indicadores da qualidade do solo em áreas com Araucaria angustifólia. Acta Zoológica Mexicana, 2010, 26, 2, 135-150.

I. Batista, et al. Frações oxidáveis do carbono orgânico total e macrofauna edáfica em sistema de integração lavoura-pecuária. Revista Brasileira de Ciência do Solo, 2014, 38, 3, 797-809.

Z. Cao, et al. Changes in the abundance and structure of soil mite (Acari) community under long-term organic and chemical fertilizer treatments. Applied Soil Ecology, 2011, 49, 1, 131-138.

J. A. Dionísio, et al. Guia prático de biologia do solo. Curitiba: Sociedade Brasileira de Ciência do Solo/NEPAR, Curitiba, 2016.

Governo do Estado de Alagoas. Secretaria de Estado do Planejamento e Desenvolvimento Econômico. Perfil Municipal. SEPLANDE/AL, Maceió 2014.

IMA. Instituto de Meio Ambiente de Alagoas. Dados vetoriais. Disponível em: http://www.ima.al.gov.br. Acesso em: 01 mai. 2014, 11:19:07.

S. S. Lima et al. Relação entre macrofauna edáfica e atributos químicos do solo em diferentes agroecossitemas. Pesquisa Agropecuária Brasileira, 2010, 45, 3, 322-331.

V. Mahnert; J. Adis, Arachnida e Myriapoda da Amazonian. Pensoft, Moscow, 2002.

MDA. Ministério do Desenvolvimento Agrário. Plano territorial de desenvolvimento rural sustentável médio Sertão Alagoano. Governo Federal do Brasil, Maceió 2010.

A. J. E. A. Menezes, et al. Estudo da fauna edáfica em dois ecossistemas no município de Morro Redondo, RS, Brasil. Embrapa Florestas, Paraná, 2009.

A. C. J. Murienne, et al, First molecular phylogeny of the major clades of Pseudoscorpiones (Arthropoda: Chelicerata). Molecular Phylogenetics and Evolution. 2008, 49, 1, 170-184.

L. A. P. L. Nunes, et al. Caracterização da fauna edáfica em sistemas de manejo para produção de forragens no Estado do Piauí. Revista Ciência Agronômica, 2012, 43, 1, 30-37.

J. S. Nunes Atributos biológicos do solo de áreas em diferentes níveis de degradação no Sul do Piauí. Dissertação de Mestrado, Universidade Federal do Piauí, Bom Jesus, 2010.

E. P. Odum, Ecologia. Guanabara, Rio de Janeiro 1993.

F. J. Pinheiro, et al. Caracterização da macrofauna edáfica na interface solo-serapilheira em uma área de Caatinga do Nordeste brasileiro. Enciclopédia Biosfera, 2014, 10, 19, 2964-2974.

J. R. Rambo, Qualidade do solo em sistemas de manejo da fertilidade para a pequena propriedade em Tangará da Serra, MT. Dissertação de Mestrado, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2010.

G. G. Santos, et al. Macrofauna edáfica associada a plantas de cobertura em plantio direto em Latossolo Vermelho do Cerrado. Pesquisa Agropecuária Brasileira, 2008, 43, 1, 115-122.

M. S. Santos, Riqueza de formigas (Hymenoptera, Formicidae) da serapilheira em fragmentos de floresta semidecídua da Mata Atlântica na região do Alto do Rio Grande, MG, Brasil. Série Zoologia. 2006, 96, 1, 95-101.

A. C. F. Silva, et al. Macrofauna edáfica em três diferentes usos do solo. Revista Enciclopédia Biosfera, 2014, 10, 18, 2131-2137.

A. B. Silva, et al. In: Reunião brasileira de manejo e conservação do solo e da água, Teresina, Vol. 1, 2010, 1-4.

C. F. Sperber, et al, Improving litter cricket (Orthoptera: Gryllidae) sampling with pitfall traps. Neotropical Entomology, 2003, 32, 4, 733-735.

M. J. Swift, et al. Decomposition in terrestrial ecosystems: Studies in ecology, Blackwell Scientific, 1979, 5.

M. J. Tedesco, et al. Análises de solo, plantas e outros materiais. UFRGS, Porto Alegre,1995.

J. S. Maciel. In: X SIMPÓSIO PARAÍBANO DE ZOOTECNIA. Vol. 10, 2016, 1-3.

C. A. Triplehorn; N. F. Johnson, Estudo dos insetos. Cengage Learning, São Paulo, 2011.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2017 Leila Caroline Salustiano Silva