EFEITO DO ÁCIDO INDOLBUTÍRICO NO ENRAIZAMENTO DE ESTACAS DE ORIZA (Pogostemon cablin Benth).

Thaís Duarte

Resumo


oriza ou patchouli (Pogostemon cablin Benth), pertencente à família Lamiaceae, possui grande interesse comercial pela presença de óleo essencial, contido nas folhas, que é utilizado na indústria de perfumaria. O objetivo deste trabalho foi observar o efeito do acido indolbutírico (AIB) no enraizamento de mini estacas de oriza (P.cablin). O experimento foi conduzido no Horto Florestal da Embrapa Amazônia Oriental, em agosto de, situada no município de Belém-Pa. Estacas apicais, medianas e basais foram coletadas de plantas matrizes e preparadas com 10cm de comprimento. Foram coletadas 30 estacas por tratamento. Após a coleta, as estacas foram imersas em diferentes concentrações de AIB (0; 50; 100 mg.L) por 5 minutos. Após a aplicação do AIB as estacas foram plantadas em substrato de terra + serragem, de 1:1, enterrando-se 2/3 da estaca. O delineamento experimental adotado foi o inteiramente casualizado, num esquema fatorial 3x3 (três tipos de estacas e três concentrações de AIB), com duas repetições. Os dados foram submetidos à análise de variância pelo teste de F. Após 45 dias de instalação do experimento, avaliaram-se a porcentagem de enraizamento e comprimento da maior raiz. Quanto à capacidade de enraizamento, observa-se que não houve diferenças significativas entre as estacas, porém quando se avaliou o número médio de raízes, o tratamento que apresentava AIB apresentou as raízes mais compridas. Em relação às concentrações de AIB, pode-se observar que houve efeito significativo no enraizamento das estacas estudadas, onde a concentração zero (0 mg.L-1) apresentou um  resultado mais eficiente. Pode-se concluir que: para a propagação vegetativa da oriza(P.cablin) , podem ser utilizadas estacas apicais, medianas e basais, não sendo necessária a utilização de AIB.

Palavras-chave


Pogostemon cablin;, estaquia; propagação vegetativa

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