Comportamento alimentar de éguas e potros em pastagem de Brachiaria decumbens

Isa Maria Y Pla Pinto, Luany Emanuella Araujo Marciano, Ayrton Fernandes de Oliveira Bessa, Maria Lindomárcia Leonardo da Costa

Resumo


No Brasil, a criação de equinos está fortemente associada com a bovinocultura, com isso, espécies de forrageiras adotadas no sistema de criação de bovinos tornam-se, em algumas situações, única opção de volumoso para os cavalos. O objetivo dessa pesquisa foi avaliar o comportamento ingestivo de equinos em pastagem de Brachiaria decumbens­. O experimento foi realizado na microrregião geográfica do Brejo Paraibano. Foram utilizados quatro éguas no terço inicial de gestação e três potros em crescimento. Os equinos foram mantidos soltos em área de pasto com Brachiaria decumbens. Foi avaliado o comportamento dos animais por meio de amostragem do tipo animal focal por oito horas diariamente. O delineamento adotado foi inteiramente casualizado e as médias avaliadas com teste F (p<0,05). Verificaram-se dois picos de atividade de pastejo, que foram início da manhã e final da tarde para éguas e potros. Também foi observado comportamento semelhante (p>0,05) para as atividades que diferiram ao pastejo. Verificou-se que os animais nas horas mais quentes do dia buscavam abrigo na sombra das árvores, bebiam água e demonstraram comportamento de socialização. Quando contabilizado o tempo total de pastejo, foi verificado que éguas gestantes despenderam maior tempo (p<0,05) de pastejo que potros. Em pastagem de Brachiaria decumbens, éguas no terço inicial de gestação e potros apresentam comportamento semelhante de atividades de pastejo e não pastejo ao longo do dia. Quando considerado o tempo total de pastejo, éguas despendem mais tempo que potros.


Palavras-chave


cavalo; etologia; pastagem

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