Geoprocessamento aplicado à detecção de desmatamento em área de risco geológico no localizada no Bairro Mutange, Maceió/AL

Arthur Costa Falcão Tavares, João Pedro dos Santos Verçosa, Lucas Galdino, Carlos Frederico Lins e Silva Brandão, Regla Toujaguez la Rosa Massahud, Raquel Elvira Cola

Resumo


A preservação dos remanescentes florestais urbanos frente ao processo de urbanização é um fator importante ao se analisar os riscos de desastres ambientais nas cidades. Esse trabalho teve como objetivo analisar a cobertura vegetal em área de risco geológico, bairro do Mutange, Maceió/AL. Foi aplicado o geoprocessamento em dados multitemporais de sensoriamento remoto e levantamento aerofotogramétrico, além da fotointerpretação, para delimitar áreas com cobertura vegetal e área urbana, calculando também seus valores de área (m²). Houve aumento de área urbanizada e diminuição da Cobertura Vegetal entre todos os anos. A área urbanizada do solo passou de 17%, na década de 60, para 35%, em 2018, e a área de cobertura vegetal diminuiu de 83%, na década de 60, para 65%, em 2018. Observou-se expansão da área urbana sobre a área de mangue em todas as comparações entre os anos, no entanto, a porcentagem de área de Mangue suprimida pela área urbana diminuiu. A manutenção e recomposição do Mangue colaborará na prevenção de deslizamentos e erosão do solo, aumento do nível da Lagoa Mundaú e inundação de imóveis na margem da lagoa. O geoprocessamento pode adequar a questão geoambiental a contenção da ocupação urbana em áreas de risco.

Palavras-chave


sig, sensoriamento remoto, análise territorial, impacto ambiental

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