ENUCLEAÇÃO DE CISTO PERIAPICAL RESIDUAL: RELATO DE CASO

Larissa Tinô de Carvalho Silva, Jessica Karla Medeiros Cavalcante de Castro Souza, Rafael da Silva Rios, Yann Victor Paiva Bastos, Igor Lerner Hora Ribeiro

Resumo


Cisto periapical residual é uma cavidade patológica advinda de uma resposta inflamatória do epitélio localizado no periápice, que persiste após a retirada do fator etiológico. A Inflamação estimula os restos epiteliais de Malassez considerados como fontes epiteliais, aumentando sua proliferação normal na região, formando assim esse cisto de cavidade patológica. O caso ressalta o êxito cirúrgico e clínico da patologia em região de segundo sextante surgida através de uma lesão cariosa extensa no incisivo central superior esquerdo, que teve procedimentos negligenciados e também favoreceu a inflamação e necrose do incisivo lateral superior esquerdo. Este trabalho tem como objetivo relatar o caso de uma paciente do sexo feminino, 44 anos que procurou o curso de atualização em cirurgia oral menor com queixa de dores na face e sensibilidade na região anterior de maxila. Ao exame intra-oral foi notado uma fistula na região de periápice do elemento 21, que segundo a paciente foi extraído sem exames radiográficos. Baseando-se no histórico da paciente e em dados de exames clínicos, a hipótese diagnóstica inicial foi de cisto periapical residual. O tratamento proposto foi a remoção da lesão com exploração e curetagem adequada na região, como não houve envolvimento de dentes e estruturas vizinhas, a paciente foi encaminhada para realização de um futuro tratamento endodôntico do elemento 22. Em exame histopatológico, foi constatado cavidade cística revestida por epitélio estratificado pavimentoso não queratinizado e infiltrado inflamatório crônico, confirmando assim o diagnóstico do presente caso. O caso ressalta a importância de um domínio do profissional a respeito do conhecimento anatômico, clínico e histopatológico para a identificação e remoção de uma lesão não neoplásica resultante de uma inflamação que pode gerar danos aos tecidos orais e regiões circunvizinhas causando transtornos psicossociais como, estética desfavorável, dificuldade em fonação e perda de estrutura óssea.


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