RECONSTRUÇÃO FACIAL EM PACIENTE PEDIATRICO PRODUZIDO POR ARMA DE FOGO: RELATO DE CASO CLÍNICO

Bárbara Caroline Mota dos Santos, Marcela Côrte Real Fernandes, Victor Leonardo Mello Varela Ayres de Melo, Rodrigo Henrique Mello Varela Ayres de Melo, Ricardo Eugenio Varela Ayres de Melo

Resumo


Os traumatismos de face invocam uma excessiva atenção dos que atendem, principalmente os pacientes infantis, pois sua chegada ao serviço de emergência é dramática e preocupante. Quando em criança são pouco recorrentes, se comparados aos adultos, e isso se faz tanto pela maior proteção dada as crianças como também pelas próprias estruturas anatômicas. Os traumas de face acometem com maior frequência meninos e com idade igual ou maior que 10 anos. As formas clínicas do trauma podem ser várias, entre elas as feridas por armas brancas. Esta eventualidade adquire um perigo muito maior quando se produz em crianças, pois os traumas podem afetar os centros de crescimento e desenvolvimento do esqueleto facial, repercutindo futuramente em defeitos funcionais que se traduzem como adultos com hipoplasias, atrofias e desarmonias faciais. Por esta razão se deve atuar com grande segurança profissional diante de tais emergências que requerem cuidados especiais no que se refere ao diagnóstico, classificação e tratamento. O objetivo deste trabalho é relatar um caso clínico de uma criança de 07 anos de idade vítima de acidente doméstico por projéteis de arma de fogo, no qual atingiu a região zigomática direita ocasionando sequela permanente com perda da visão. Com auxílio de uma equipe multidisciplinar, a paciente foi submetida, sob anestesia geral, a procedimento cirúrgico para exéreses de corpos estranhos, remoção de tecidos desvitalizados e limpeza local, minimizando riscos de infecção e necrose tecidual, com posterior reabilitação protética. Atualmente, a paciente encontra-se com total função e estética das estruturas faciais e com convívio social normal. Com este trabalho pode-se perceber que o trauma facial é uma preocupação em saúde pública devido ao seu impacto na qualidade de vida, assim a compreensão da causa, severidade e distribuição temporal são fatores importantes que influenciam diretamente no tratamento e prognóstico do paciente.


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