HIPERPLASIA FIBROSA INFLAMATÓRIA: RELATO DE CASO

Maelly Vicente Lôbo, Mayara Dária Rodrigues Lima, Camila Pedrosa de Lima, Janaina Andrade Lima Salmos-Brito, Ricardo Viana Bessa Nogueira

Resumo


A hiperplasia fibrosa inflamatória (HFI) ou Epúlide fissurada é considerada um processo proliferativo da boca com caráter fibroso devido à elevação no número de células da área associado ao trauma decorrente do uso de próteses mal adaptadas. Clinicamente, a HFI se apresenta como um tecido hiperplásico, de base séssil ou pediculada, consistente a palpação, com uma única ou múltiplas pregas, no fundo do vestíbulo bucal. Acomete mais frequentemente adultos ou idosos e dado a existência de duas pregas de tecido, estas estão associadas a presença de uma prótese cuja margem se adapta dentro da fissura entre as pregas. A HFI é igualmente distribuída pela maxila e mandíbula, a região anterior é mais afetada, existindo predileção pelo sexo feminino. No caso a ser relatado, uma paciente portadora de prótese parcial removível superior foi encaminhada com a queixa da presença de um nódulo de consistência fibrosa e inserção séssil no rebordo alveolar maxilar esquerdo. O diagnóstico HFI foi confirmado pela história clínica e exame intraoral, os quais relacionaram o uso prolongado de uma prótese mal adaptada com a reação inflamatória de trauma, que desencadeou no surgimento da lesão fibrótica. O tratamento foi a remoção cirúrgica da lesão. A cirurgia foi realizada com bisturi elétrico, sob efeito moderado entre corte e coagulação, com posterior dissecação, cauterização da base séssil e remoção total da lesão. A paciente foi liberada após prescrição de analgésico e solução de clorexidina a 0,12% para bochechos diários por sete dias. No retorno pós-operatório de 1 semana, a paciente apresentou uma boa recuperação e foi encaminhada para ajuste e readaptação da prótese.


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