USO DE CORTICOIDE INTRALESIONAL E CALCITONINA SPRAY NASAL NO TRATAMENTO DE LESÃO CENTRAL DE CÉLULAS GIGANTES EM MANDÍBULA: RELATO DE CASO

Italo Weinne Vieira Binas, Amanda Rafaela da Silva Amorim, Adla Renata dos Santos Silva, Marília Pereira de Jesus, José Ricardo Mikami

Resumo


A lesão central de células gigantes (LCCG) é considerada uma lesão benigna intraóssea dos maxilares, constituída por tecido fibroso, contendo múltiplos focos de hemorragia e agregados de células gigantes multinucleadas, correspondendo a menos de 7% de todos dos tumores benignos dos maxilares. É mais frequente em mulheres jovens, entre 10 e 30 anos de idade, ocorrendo mais em região anterior de mandíbula. Com base nas características clínicas e radiográficas, pode ser classificada como: 1) não agressiva: apresenta pouco ou nenhum sintoma, crescimento lento, sem perfuração cortical ou reabsorção radicular dos dentes envolvidos e baixo índice de recidiva; 2) agressiva: caracterizada por dor, parestesia, crescimento rápido com expansão e perfuração da cortical óssea, ulceração da mucosa oral, reabsorção de raiz e maior tendência à recidiva. O tratamento convencional é a terapia cirúrgica, variando de simples curetagem à ressecção em bloco. Para diminuir a morbidade e reduzir os defeitos estéticos e funcionais, causada pela terapia cirúrgica, tratamentos alternativos têm sido propostos como o uso de corticosteroide intralesional, calcitonina e interferon alfa sistêmicos. O objetivo desse trabalho foi relatar o caso de uma paciente com LCCG do tipo agressiva em mandíbula, a qual apresentou resposta incompleta ao tratamento com injeção intralesional de corticosteroides. Foram realizadas seis aplicações semanais de solução de hexacetonida de triancinolona 25 mg/ml com lidocaína a 2% com adrenalina 1:100.000. Houve um aumento da lesão e calcificação parcial da lesão. Foi então introduzido o uso de calcitonina de salmão spray nasal (200UI/dia) por três meses, havendo calcificação completa da lesão. A paciente continua em acompanhamento clínico radiográfico sem evidências de recidiva ou crescimento.

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