CARCINOMA SECRETOR ANÁLOGO AO MAMÁRIO: REVISÃO DA LITERATURA

Kelly de Moura Ferreira, Yasmin Lima Nascimento, Mayara Ricardo Moraes, José de Amorim Lisboa Neto, Camila Maria Beder Ribeiro

Resumo


O Carcinoma secretor análogo ao mamário (MASC) é uma entidade patológica recentemente descrita, relatada pela primeira vez por Skalova, em 2010. Trata-se de um tumor de glândulas salivares raro, com características histomorfológicas e imunohistoquímicas que recapitulam ao Carcinoma secretor da mama. Por se tratar de um neoplasma recentemente reconhecido, se faz de grande importância o conhecimento do mesmo para diagnósticos corretos, devido a sua similaridade a outras malignidades das glândulas salivares. Diante da grande variabilidade de informações sobre, e por tratar-se de um tumor ainda em processo de esclarecimento de seu comportamento biológico, objetivou-se através desta revisão da literatura uma melhor elucidação da lesão com as informações já estabelecidas. Assim, utilizou-se a base de dados Pub Med, com trabalhos datados de 2013 a 2017. O MASC tem uma leve predileção pelo gênero masculino, e com pico aos 46 anos, acometendo, preferencialmente, a glândula parótida. Se apresenta como uma tumefação de crescimento lento e assintomática, raramente acarretando em parestesia do nervo facial. Histologicamente, é uma massa multinodular bem circunscrita, mas não encapsulada, dividida por septos fibrosos. As células tumorais se apresentam com núcleo central e citoplasma eosinofílico vacuolado, as quais estão organizadas em padrões microcístico, cribiforme, tubular, folicular ou em ninhos sólidos. A atividade mitótica é baixa e a invasão de estruturas adjacentes pode ocorrer. Em testes imunohistoquímicos, apresenta resultado positivo para mamaglobulina, vimentina, citoqueratina 7 e proteína S-100. Muitos MASCs eram diagnosticados como Carcinoma de células acinares, Carcinoma mucoepidermoide de baixo grau e Cistoadenocarcinoma cribriforme de baixo grau da glândula salivar, servindo esses como diagnóstico diferencial da lesão. O tratamento é através de excisão cirúrgica, com um prognóstico favorável para a maioria dos casos, tendo um risco de recorrência e metástases baixo. O diagnóstico do MASC é de difícil, requisitando assim do profissional atualização constante, com intuito do correto tratamento.


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