CLASSIFICAÇÃO ATUALIZADA DAS LESÕES ÓSSEAS RELACIONADAS DE ACORDO COM A ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE EM 2017

Yasmin Lima Nascimento, Kelly de Moura Ferreira, Mayara Ricardo Moraes, Hérickson de Oliveira Nascimento, Camila Maria Beder Ribeiro

Resumo


A classificação dos tumores de cabeça e pescoço elaborada pela Organização Mundial da Saúde encontra-se em constante atualização, a mais recente apresentada em 2017, somando-se às anteriores de forma a aprimorar a categorização precedente. As lesões ósseas relacionadas exibem alterações de rotulagem na literatura que devem ser compreendidas, especialmente em relação à subdivisão de classificação, que agrupa neoplasias e lesões com semelhantes características histológicas, favorecendo a presteza do diagnóstico. Efetuamos a presente revisão de literatura com o objetivo de fornecer uma atualização e assim capacitar os profissionais acerca da classificação das lesões ósseas relacionadas. Foram utilizadas as publicações da Organização Mundial da Saúde referentes à classificação dos tumores de cabeça e pescoço datadas de 1992 e 2005, bem como dados da reunião de 2017 para publicação da quarta edição da mesma. Na segunda edição da classificação, em 1992, as lesões e tumores ósseos relacionados foram subdivididas em duas categorias, neoplasma osteogênico, representada pelo fibroma ossificante e lesões ósseas não-neoplásicas, reunindo a displasia fibrosa, querubismo, lesão central de células gigantes, cistos ósseos aneurismático e simples. A publicação seguinte, em 2005, reuniu o fibroma ossificante e a displasia fibrosa na subdivisão de lesões fibro e condro-ósseas, enquadrou a displasia óssea e associou a lesão central de células gigantes, querubismo, cistos ósseos aneurismáticos e simples como lesão central de células gigantes. Em 2017, foram observadas poucas alterações em relação a categorização anterior, sendo excluída a displasia óssea, e renomeada as lesões centrais de células gigantes como lesões centrais de células gigantes e cisto ósseo simples. É de suma importância que o profissional se mantenha atualizado, facilitando o entendimento da literatura recentemente publicada e a favorecendo a agilidade do diagnóstico quando necessário consultá-la.


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