DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL ENTRE FIBROMA OSSIFICANTE E DISPLASIA FIBROSA

Yasmin Lima Nascimento, Kelly de Moura Ferreira, Hérickson de Oliveira Nascimento, Suellen Fernandes Santana, José de Amorim Lisboa Neto

Resumo


A displasia fibrosa e o fibroma ossificante são tumores fibro-ósseos benignos que apresentam características muito semelhantes, desse modo, os achados clínicos, radiográficos e histopatológicos isolados não representam aspectos patognomônicos, tornando o diagnóstico diferencial difícil. É de suma importância a identificação correta do tumor, visto que os protocolos de tratamento são diferentes, pois enquanto o fibroma ossificante tem comportamento agressivo e alta taxa de recorrência, sendo necessário remoção cirúrgica, a displasia fibrosa é autolimitada e não requer tratamento a menos que exista comprometimento estético ou funcional, não sendo indicada uma cirurgia radical. Dada a dificuldade de distinção entre os tumores, o presente estudo objetivou realizar uma revisão de literatura acerca das características que auxiliam no discernimento entre as neoplasias. Para isso, utilizou-se artigos da base de dados PubMed, Scielo e LILACS entre os anos de 2002 e 2016, disponíveis em língua inglesa e portuguesa. A literatura apresentou a necessidade de um exame anatomopatológico preciso para realização de um efetivo diagnóstico. Ressalta-se o reconhecimento da característica bem circunscrita do fibroma ossificante à imagem radiográfica, com margens bem definidas, geralmente não exibindo infiltração da cortical óssea, o que não acontece na displasia fibrosa, em que as margens se unem ao osso adjacente, impossibilitando diferenciação. Além disso, o estroma bastante celularizado, com trabéculas osteóides maduras contendo osteoblastos na borda e uma cápsula de tecido conjuntivo fibroso observados ao histopatológico são indicativos de fibroma ossificante, o que não ocorre na displasia fibrosa, que contém trabéculas osteóides imaturas, com ausência de estrutura lamelar, é menos celularizada e não possui cápsula. A distinção entre fibroma ossificante e displasia fibrosa é um desafio diagnóstico, o profissional precisa reconhecer as peculiaridades de cada neoplasia, unindo os aspectos clínicos, radiográficos e histopatológicos a fim de estabelecer o tratamento correto para cada tumor.


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