OSTEORRADIONECROSE: EFEITO COLATERAL DA RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA

Adla Renata dos Santos Silva, Amanda Rafaela da Silva Amorim, Layane Ferreira de Andrade, Italo Weinne Vieira Binas, Camila Maria Beder Ribeiro

Resumo


A osteorradionecrose (ORN) é uma complicação da radioterapia de cabeça e pescoço caracterizada pela exposição óssea persistente, decorrente da necrose advinda de danos celulares e vasculares irreversíveis associados à osteogênese deficiente. Objetivos: Ressaltar as características clínicas, histológicas e radiográficas da ORN e seu efeito na qualidade de vida. Metodologia: Foi realizada uma revisão sistemática da literatura de artigos científicos publicados entre 2005 e 2016, nos idiomas inglês e português, encontrados na base de dados Scielo e em revistas científicas, além de um livro. Resultados: A ORN apresenta prognóstico variável, sendo a mandíbula mais acometida. Segundo Salazar et al. (2008), a causa está relacionada à sua maior densidade óssea e menor vascularização. Nas áreas das lesões são observadas radiolucências mal definidas, que podem evoluir para zonas relativamente radiopacas (Neville et al., 2009). Dentre os achados histopatológicos destacam-se redução de osteócitos e osteoblastos, ausência de osteóide, espaço medular preenchido por tecido fibroso, fibrose periosteal e alterações degenerativas vasculares. Conclusões: O desenvolvimento da ORN pode agravar o estado de saúde do paciente, assim, é imprescindível a adoção de condutas clínicas visando a sua prevenção, à precoce identificação das alterações estomatognáticas que podem influenciar seu desenvolvimento e à terapêutica adequada, diante disso percebe-se a essencialidade da atuação do cirurgião-dentista.

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