AVALIAÇÃO DO EFEITO BIOLÓGICO DO USO DA OPERCULINA ALATA NA FASE DE PROLIFERAÇÃO DA CICATRIZAÇÃO DE FERIDAS CUTÂNEAS EM CAMUNDONGOS

Larissa Lobo Ribeiro Batista, Lilianny Querino Rocha de Oliveira, Jamylle Nunes de Souza Ferro, Andreia Espíndola Vieira

Resumo


Popularmente uma das indicações difundidas da tintura de Jalapa (Operculina alata) seria sua ação 'depurativa' contra 'moléstias da pele', no entanto, seu efeito sobre o processo de cicatrização ainda não foi cientificamente testado. O objetivo deste estudo foi investigar os efeitos na fase de proliferação do uso tópico da Operculina alata (tintura de jalapa) em feridas cutâneas. Camundongos Swiss machos (9 semanas, n=5 por grupo, CEUA-UFAL 047/2017) foram anestesiados para realização de lesão excisional com 1cm de diâmetro na pele dorsal e tratamento tópico diários com 50μL de solução salina (Controle) ou Experimental tintura de jalapa (O. alata) diluída a 1% (10mg/mL). Fotografias padronizadas iniciais e 6 dias pós-injúria foram obtidas para análises macroscópicas da área da ferida (teste t Student ou ANOVA seguido do pós-teste de Bonferroni). As lesões foram coletadas ao final do período experimental e fixadas em formol tamponado 4% para processamento histológico e coloração em HE para análise histológica (qualitativa). O exame macroscópico das feridas revelou edema, hiperemia e formação de crosta em todos os grupos. Todos os animais permaneceram saudáveis sem evidência de infecção. Na análise macroscópica todos os grupos apresentaram redução significativa na área da ferida ao final dos 6 dias pós-injúria (fase proliferativa) em relação à lesão inicial. Na análise histológica qualitativa, o grupo experimental tratado com extrato O. alata diluído à 1% demonstrou maior reepitelização das bordas e aumento de pequenos vasos sanguíneos em relação ao grupo controle. De acordo com a metodologia aplicada, a avaliação macroscópica e a análise histológica qualitativa sugerem que a aplicação tópica do extrato hidroalcoólico Operculina alata diluída a 1% (10mg/mL) acelera a fase proliferativa com melhor reepitelização e formação de tecido de granulação na cicatrização de feridas em camundongos. No entanto, análises complementares ainda são necessárias para confirmar os presentes achados histológicos observados na análise qualitativa.

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