ALTERAÇÕES LINFONODAIS APÓS APLICAÇÃO LOCAL DE TOXINA BOTULÍNICA TIPO A NO COMPLEXO SUBMANDIBULAR-SUBLINGUAL DE RATOS

Romário Correia dos Santos, Liriane Baratella Evêncio, Luciana Silva Regueira, Joaquim Evêncio Neto, Jaciel Benedito de Oliveira

Resumo


O tratamento da sialorreia se faz necessário pelos constantes riscos trazidos por este estado de hipersalivação, uma nova opção terapêutica surge com a aplicação da toxina botulínica em glândulas salivares. Entretanto, pouco se sabe sobre a ação da Toxina Botulínica tipo A (BTX-A) nos linfonodos satélites das regiões-alvos de aplicação. O objetivo foi avaliar histologicamente linfonodos associados ao complexo submandibular-sublingual sob influência da injeção intraglandular da BTXA. O presente estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Uso de Animais da UFPE (n° 23076.023152/2014-14). Foram utilizadas 32 ratas (fêmeas) Wistar, adultas, distribuídas em: Grupo Controle, sem tratamento; Grupos BTXA-12 e BTXA-35, com aplicação intraglandular de 2,5U de BTXA em glândulas submandibulares direitas; e Grupos GEL-12 e GEL-35, com injeção intraglandular de 0,125 mg de gelatina de origem bovina, analisados ambos com 12 ou 35 dias. Realizou-se exérese dos linfonodos, fixação em formol 10% e processamento histológico convencional. Os linfonodos do grupo BTXA-12 mostraram-se mais reativos, diminuindo no grupo BTXA-35 dias e nos grupos tratados com gelatina bovina (GEL12 e GEL35). A aplicação intraglandular da BTXA promove reação nos linfonodos, porém com a perda do efeito da toxina e sua eliminação do corpo, os linfonodos retornam ao estado normal.

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