A SAÚDE BUCAL DAS COMUNIDADES INDÍGENAS BRASILEIRAS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

Diogo Gomes Brandão, Carlos Eduardo dos Santos, Iris Marilia Alves da Silva, Jessica Stherphanny Medeiros de Oliveira Moraes, Lyles Regina Machado Falcão, Dayse Andrade Romão

Resumo


Segundo o último Censo IBGE, o Brasil possui mais de 240 comunidades indígenas que somam aproximadamente 896.917 pessoas, o que corresponde aproximadamente a 0,47% da população total do país. Devido a questões intrínsecas dessas comunidades como a organização sociocultural, política e em sua maioria por habitarem em regiões isoladas, a efetividade das ferramentas de atenção básica à saúde destes povos constitui uma das missões mais complexas do Estado Brasileiro, e quando essa atenção é direcionada aos cuidados com a saúde bucal, torna-se ainda mais desafiadora. Apesar deste conhecimento, poucos estudos foram realizados sobre a compreensão dos avanços e entraves da prática odontológica nas áreas indígenas, justificando-se assim a importância desta revisão integrativa. Este trabalho objetiva-se em conhecer as condições de saúde bucal dos povos indígenas brasileiros, bem como mostrar a importância da adaptação das técnicas do manejo clínico odontológico. Utilizou-se na revisão bibliográfica as seguintes palavras-chave: saúde bucal, saúde indígena e índios sul-americanos e seus correspondentes em inglês. Foram consultadas as bases de dados Lilacs, Scielo e Medline. Restringiu-se às publicações em língua inglesa e portuguesa, entre os anos de 2003 a 2018. Observou-se que devido as peculiaridades culturais das comunidades indígenas, assim como o difícil acesso geográfico a estes povos, acabam cerceando muitos destes aos benefícios de programas assistenciais odontológicos de rotina, tendo como fatal consequência um controle insipiente da cárie e de outras doenças bucais. Além disso, evidenciou-se largamente um desconhecimento acerca das condições de saúde bucal destes povos, que poderá ser dirimido por meio de estudos epidemiológicos mais abrangentes, fortalecendo as ações de promoção de saúde e prevenção. Destarte, é imprescindível que os profissionais da odontologia adquiram uma competência pluralista, transcendendo os limites do modelo assistencialista, ampliando assim sua atuação à coletividade e valorizando de forma inclusiva os aspectos sociais indígenas.

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