OSTEONECROSE DOS MAXILARES ASSOCIADA A BIFOSFONATOS (BRONJ): REVISÃO DA LITERATURA

Daniela Ferreira de Oliveira, Arilma Selma de Oliveira Carvalho, Amanda Rafaela da Silva Amorim, Anderson Marcos do Nascimento Santos, Sybelle Souza Oliveira Malta, Sebastião João da Silva Neto, Luiz Carlos Oliveira dos Santos

Resumo


Os bifosfonatos são uma classe de medicamentos antirreabsortivos que têm sido amplamente empregados no tratamento de doenças que ocasionam a lise óssea, como a osteoporose, além de fazer parte dos regimes terapêuticos destinados a prevenir e tratar a metástase óssea de diferentes tipos de câncer. Recentemente vem sendo identificada uma sólida relação entre a osteonecrose maxilar relacionada a bifosfonatos (BRONJ). O objetivo deste trabalho é realizar um levantamento bibliográfico em diversas bases de dados, acerca dessa tão considerável temática na odontologia atual. A osteonecrose dos maxilares é a redução da reabsorção óssea causada pelo bifosfonato, ao inibir o recrutamento e promover a apoptose dos osteoclastos. Clinicamente ela se caracteriza pela exteriorização do osso necrótico, seguido pelo desenvolvimento de lesão na mucosa da cavidade oral, sem tendência de cicatrização, devido à incapacidade do tecido ósseo afetado se reparar frente a quadros inflamatórios desencadeados por estresse mecânicos, exodontias, próteses ou problemas periodontais. A antiangiogênese também é um fator que contribui para sua patofisiologia, pois os bisfosfonatos diminuem a formação de capilares sanguíneos e do fator de crescimento endotelial, favorecendo a invasão de bactérias anaeróbias bucais. A American Association of Oral and Maxilofacial Surgeons apresenta três características clínicas para o diagnóstico de BRONJ: já ter feito ou estar em tratamentos com bifosfonatos; persistência de mais de oito semanas de exposição óssea na região maxilofacial; não ter histórico de radioterapia na região de maxila e mandíbula. A osteonecrose dos maxilares é um grave efeito colateral da terapia com bifosfonatos em indivíduos com doenças malignas. Portanto, o paciente precisa ser orientado quanto aos riscos e benefícios dessa terapia e ser submetido de forma recorrente a exame físico e anamnese de excelência pelo cirurgião-dentista, para se restabelecer a saúde oral do paciente, a fim de tratar da melhor maneira as possíveis complicações dessa patologia.

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