ABORDAGENS CIRÚRGICAS PERIODONTAIS PARA AUMENTO DE COROA CLÍNICA COM FINALIDADE ESTÉTICA

Affonso Gonzaga Silva Netto, Stephanie Karolyne dos Santos Pereira, José Leandro Santos da Silva Filho, Andreza Raianne Oliveira da Costa, Klênia Maria Maia dos Santos Vieira, Mariana Sales de Melo Soares, Cristine D´Almeida Borges

Resumo


A erupção passiva é uma alteração no desenvolvimento normal ou genético, caracterizada pela margem gengival posicionada coronalmente à junção cemento-esmalte (JCE), resultando clinicamente em coroas clínicas curtas. O diagnóstico é baseado no exame clínico através de sondagem e exames de imagem. A avaliação do biótipo gengival se faz importante no planejamento cirúrgico, visto que, responde de maneiras diferentes a manipulação tecidual, sendo classificado como: A1-periodonto fino e festonado; A2-periodonto espesso e festonado; B-periodonto espesso e plano. O presente trabalho tem como objetivo relatar abordagens cirúrgicas distintas para realização da osteotomia durante aumento de coroa clínica levando em consideração o biótipo gengival. Caso 1–Paciente S.K.S., 22 anos, sexo feminino, compareceu a clínica odontológica queixando-se de “dentes curtos”. Ao exame clínico foi constatado um biótipo gengival A2 e a margem gengival coronal a JCE. O diagnóstico foi realizado através da sondagem sulcular e radiografia periapical, a qual revelou que o tamanho da coroa anatômica não era compatível com a clínica. Foi optado pelo aumento de coroa clínica através de incisão em bisel interno e osteotomia após elevação do retalho com o uso de ponta diamantada e micro cinzel de Ochsenbein. Caso 2–Paciente J.D.S., 21 anos, sexo feminino, compareceu a clínica odontológica queixando-se de “mostrar muita gengiva ao sorrir”. Ao exame clínico foi constatado um biótipo gengival A1 avaliado pela transparência a sondagem, margem gengival coronal a JCE e excesso ósseo vertical da maxila. A erupção passiva alterada foi diagnosticada através dos exames clínicos e radiográficos. Foi realizada incisão em bisel interno, seguida da osteotomia sem abertura do retalho “flapless” com auxílio do micro cinzel de Ochsenbein. É importante o entendimento sobre a biologia do periodonto e sua resposta frente à manipulação tecidual durante o planejamento cirúrgico para a manutenção do resultado estético e funcional em longo prazo.

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