CONDUTA RELACIONADA AO USO DOS ANTITROMBÓTICOS EM PACIENTES SUBMETIDOS A PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS ODONTOLÓGICOS

Bruna Carla de Oliveira, Ariana Bruna Martins dos Santos, Fernanda Beatriz de Oliveira Ferreira, Isadora Maria da Costa da Rocha, Jorge Alberto Gonçalves Filho, Karine Cecília do Nascimento Souza, Jorge Alberto Gonçalves

Resumo


O uso de antitrombóticos é comum para prevenir eventos tromboembólicos, aumentando a expectativa de vida de pacientes com problemas vasculares, porém, sabe-se que a coagulação sanguínea é importante para permitir a redução de sangramentos. Nesse sentido, é importante compreender a influência desses antitrombóticos durante procedimentos cirúrgicos odontológicos, para nortear o profissional a realizar o manejo correto dos pacientes que usam esses fármacos. O objetivo foi identificar as mais adequadas condutas utilizadas em tratamentos cirúrgicos odontológicos em pacientes que usem medicação antitrombótica. Foi realizada uma revisão de literatura usando os descritores anticoagulants and effects and dentistry nas bases de dados PubMed e Bireme incluindo 16 artigos em inglês e português, publicados entre 2000 e 2017, acerca de estudos clínicos relacionados ao uso de antitrombóticos e a ocorrência de hemorragias em procedimentos odontológicos. O uso é vantajoso em pacientes de risco, no entanto essa prática pode gerar efeitos adversos como a hemorragia. No âmbito odontológico, isso se torna um dilema para o cirurgião-dentista que se questiona acerca da interrupção ou não do medicamento para a realização de procedimentos cirúrgicos. De acordo com a bibliografia consultada, alguns autores defendem a suspensão prévia do tratamento com anticoagulantes, alguns dias antes do procedimento cirúrgico. Já outros estudos ressaltam que não há uma alta incidência de ocorrências hemorrágicas em pacientes que façam tratamento anticoagulante ou antiagregante plaquetário, desde que sejam adotadas medidas de hemostasia local adequadas e exames complementares a fim de prevenir complicações futuras. Nesse sentido, com base na literatura sugere-se que a descontinuidade do tratamento antitrombótico pode ser desnecessária, visto que o risco de hemorragia é baixo. Ademais, o atendimento a esse tipo de paciente deve ser realizado com atenciosa anamnese e avaliação dos riscos e do tipo de procedimento empregado, buscando evitar maiores traumas, hemorragias e casos de tromboembolia.

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