ANTIAGREGANTES PLAQUETÁRIOS NA ODONTOLOGIA: SUSPENDER OU NÃO O USO?

Lara Yohana Correia Gomes, Larissa Lima Gomes, Liliana Melo Lopes, Islane Caroline Ferreira da Silva, Marcus Vinícius Silva Weigel Gomes, Vanessa Candido Pontes da Silva, Eliane Aparecida Campesatto

Resumo


As doenças cardiovasculares matam milhares de pessoas por ano, tanto no Brasil como no mundo, esse alto índice de mortalidade se dá pois as cardiopatias estão direta e indiretamente relacionadas a outras doenças sistêmicas como a obesidade e a hipertensão arterial(responsável por 50% das mortes por DC), as doenças cardiovasculares mais comuns são a insuficiência cardíaca e o infarto agudo do miocárdio por isso é muito comum que dentistas venham a atender pacientes que fazem o uso de antiagregantes plaquetários (ácido acetilsalicílico, clopidogrel), anticoagulantes (varfarina) ou a associação desses dois. Para realizar este estudo, foram coletados 5 artigos da base de dados PubMed, sendo selecionados de acordo com critérios como: ano de publicação (mais recentes) e aplicação direta ao tema. Tradicionalmente, era recomendada a alteração ou a suspensão de tais medicamentos mediante a procedimentos que apresentassem grande chance de sangramento excessivo. No entanto, atualmente não é indicada a interrupção do uso do medicamento, levando em conta que o risco da formação de trombos é maior do que o risco de hemorragia (que é significativamente baixo), pensamento que vem sendo colocado em prática por grande parte dos dentistas. Ademais, o sangramento pode ser controlado utilizando-se de medidas hemostáticas, como compressão com gaze, suturas adequadas e agentes coagulantes. Por meio desta pesquisa, pode-se concluir que em grande parte dos casos, o risco de trombose se sobrepõe ao risco de hemorragias, então deve-se manter o medicamento, salvo um procedimento que tenha alto risco de sangramento com a autorização do médico do paciente.

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