TRATAMENTO CIRÚRGICO DE FRATURA DO SEIO FRONTAL COM TELA DE TITÂNIO: RELATO DE CASO

Matheus Corrêa da Silva, Camila Albuquerque Marques, Italo Weinne Vieira Binas, Nathália Santos, Marcus Antônio Brêda Junior, Janaina Andrade Lima Salmos Brito, Ricardo Viana Bessa Nogueira

Resumo


O seio frontal é uma cavidade óssea de forma triangular, pneumática, localizado no osso homônimo acima dos arcos supraciliares. A fratura do seio frontal (FSF) representa 5 a 15% das fraturas maxilofaciais, sendo que 1/3 destas correspondem isoladamente a fraturas da parede anterior. Aproximadamente 70% das fraturas são decorrentes de acidentes automobilísticos e a faixa etária de 21 a 30 anos é mais incidente. A indicação de abordagem cirúrgica da FSF está baseada na probabilidade de infecção e complicações (sinusite frontal). A escolha da técnica depende de vários fatores, entre eles: o grau de deslocamento ou cominuição, o custo-benefício de cada técnica, o nível de cooperação (disponibilidade para retorno em consultas) e a expectativa do paciente. Existem quatro opções de tratamento: o conservador; exploração cirúrgica (com ou sem fixação), cranialização isolada, e a obliteração acompanhada de cranialização. A literatura reporta que o uso de tela de titânio está indicado em caso que necessitem de grandes correções estéticas, com intervalo de muitos dias (entre a fratura e o procedimento), e nos casos em que a redução não foi possível (pseudoartrose dos fragmentos). O objetivo deste trabalho é relatar o caso de uma paciente de 31 anos de idade vítima de acidente durante prática desportiva que apresentou uma FSF caraterizada por um afundamento na região do rebordo supra-orbital esquerdo, dores de cabeça recorrentes, pressão na região ocular e dormência na região frontal. O diagnóstico da fratura foi clínico e tomográfico, e neste se observava a impactação da parede anterior e comprometimento do forâmen supra-orbital. O paciente foi submetido a procedimento cirúrgico para reconstrução por meio de acesso coronal e colocação de uma tela de titânio de 1,5mm. O paciente segue em acompanhamento sem recidiva, não apresenta queixas locais, e apresenta resultado estético favorável.

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