ANGINA DE LUDWIG ASSOCIADA A ABSCESSO CERVICAL: RELATO DE CASO

Vilma Leão Barbosa Neta, Camilla Alves de Carvalho, Everânia da Silva, Fernanda Vieira França de Almeida, Francisco de Assis Crescencio Vergetti, Nayara Cavalcante Peixoto, José Ricardo Mikami

Resumo


Descrita em 1836 por Wilhelm Friedrich Von Ludwig, a Angina de Ludwig consiste num processo infeccioso agressivo de rápida disseminação que envolve bilateralmente os espaços faciais submandibular, sublingual e submentoniano, sendo de etiologia odontogênica em 90% dos casos. Apresenta relevante destaque, uma vez que sua evolução pode colocar em risco a vida do paciente, seja pela obstrução das vias aéreas, secundária ao edema sublingual e submandibular ou, numa fase mais tardia, levar à mediastinite, fasceíte necrosante ou sepse. A sintomatologia típica inclui dor, aumento de volume em região cervical, disfagia, odinofagia, trismo, edema do assoalho bucal, protusão lingual, febre e linfadenopatia. O tratamento da Angina de Ludwig baseia-se, principalmente, na tríade, manutenção das vias aéreas superiores pérvias, terapia antibiótica endovenosa apropriada e drenagem cirúrgica, considerando a hidratação parenteral e a remoção do foco infeccioso. O objetivo deste trabalho é relatar um caso clínico de uma Angina de Ludwig cuja causa inicial foi uma cárie no primeiro molar inferior esquerdo, evoluindo rapidamente com grande aumento volumétrico em região cervical e estreitamento das vias aéreas, atingindo região cervical, necessitando de rápid abordagem cirúrgica com drenagem e antibioticoterapia endovenosa com Amoxicilina-Ácido Clavulânico e Metronidazol. O caso clínico demonstra o real potencial de gravidade das infecções odontogênicas, sendo que o dentista deve estar apto a diagnosticá-la precocemente e conduzir ao tratamento adequado, em ambiente hospitalar, sendo de fundamental importância para a sobrevida do paciente.

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