A INFLUÊNCIA DE SELANTES NA MICROINFILTRAÇÃO DE RESTAURAÇÕES EM RESINA COMPOSTA

Ana Luiza Araújo da Silva Lima, Camila de Lima Albuquerque Marques, Chen Suying, Clara Maria Jatobá Pita, Débora Alves Nunes Leite Lima, Flávio Henrique Baggio Aguiar, Larissa Silveira de Mendonça Fragoso

Resumo


As resinas compostas sofreram melhorias significantes em suas propriedades físicas, entretanto ainda apresentam propriedades desfavoráveis como a contração de polimerização e o coeficiente de expansão térmica diferente do dente. O objetivo deste estudo in vitro foi avaliar a influência de selantes de superfície na microinfiltração em dentes restaurados com resina composta. Foram utilizados 45 fragmentos de dentes incisivos bovinos, e realizados preparos cavitários do tipo Classe V. Os preparos foram restaurados com resina composta Z250, armazenados em água destilada e mantidos em estufa a 37oC por 24 horas e, realizado acabamento e polimento. Depois, as restaurações foram divididas aleatoriamente em três grupos: grupo I (sem selamento) - controle; grupo II - as restaurações foram condicionadas e o selante de superfície Fortify (Bisco) foi aplicado na superfície da restauração; grupo III - as restaurações foram condicionadas e o selante de superfície Biscover (Bisco) foi aplicado na superfície da restauração. Para avaliar a infiltração marginal, as restaurações foram imersas em corante tamponado de azul de metileno 2%, por 4 horas. O método utilizado para a avaliação foi o qualitativo, por meio de um Estereomicroscópio. Foram definidos os seguintes escores: 0= nenhuma infiltração do corante; 1= infiltração do corante na interface dente/restauração até a metade da parede gengival; 2= infiltração do corante além da metade da parede gengival, sem atingir a parede axial; 3= infiltração do corante ao longo da interface dente/restauração até a parede axial ou além dela. Os resultados obtidos foram submetidos à análise estatística (Testes de Kappa e Kruskal-Wallis). Foi demonstrado que os selantes de superfície Fortify (Grupo II) e Biscover (Grupo III), apresentaram as menores médias de infiltração marginal, diferindo estatisticamente do grupo controle (Grupo I). Desta forma, concluiu-se que o uso de selantes de superfície foi eficaz na diminuição da infiltração marginal.

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