RESTAURAÇÃO DIRETA EM DENTE POLPADO COM PINO INTRADENTINÁRIO: UM PASSO-A-PASSO

Kellysson Bruno Oliveira, Mariana Sinara de Oliveira Gomes, Wynie Monique Pontes Nicácio, Lilianny Querino Rocha de Oliveira, Daniela Ferreira de Oliveira, Dayse Andrade Romão, Raphaela Farias Rodrigues

Resumo


Pinos intradentinários autorrosqueáveis são descritos na literatura odontológica como uma forma de retenção adicional para restaurações em dentes com alto grau de destruição coronária, condição que dificulta a realização de restaurações diretas. Esse dispositivo se destaca por: 1) ser minimamente invasivo, conservando a estrutura dental remanescente e preservando a vitalidade do elemento dental; 2) aumentar a longevidade do procedimento restaurador, ao estabilizar a restauração, elevando a resistência ao deslocamento da mesma; 3) ser um procedimento menos oneroso para o paciente e/ou serviço público de saúde. Este trabalho descreve a reconstrução do elemento 36 com ampla destruição coronária, incluindo perda da cúspide mésio-lingual. Por apresentar vitalidade pulpar, optou-se pela utilização de pino intradentinário. O material restaurador escolhido foi o amálgama dental por ter excelentes propriedades físico-mecânicas, durabilidade, baixo custo e ser acessível no serviço público de saúde. Iniciamente, removeu-se o tecido cariado e planificou-se as paredes cavitárias. Elegeu-se a região da cúspide perdida como área para instalação do pino, localizado a 0,5mm da junção amelodentinária. Na sequência, demarcou-se a área escolhida com broca carbide esférica ½ em baixa rotação. Em seguida, foi confeccionada a cavidade com broca trépano em profundidade de 2,0mm, para posterior rosqueamento manual do pino intradentinário. Após a colocação do dispositivo, adaptou-se a matriz metálica, com porta matriz e cunha de madeira, para inserção do amálgama dental na cavidade até o preenchimento completo da mesma, sendo realizado, posteriormente a escultura da reconstrução. Por fim, removeu-se cuidadosamente a cunha de madeira e a matriz metálica para evitar a fratura da restauração. Esse procedimento permitiu, portanto, a realização de uma restauração direta em área incialmente desfavorável, garantido assim a realização de uma restauração tecnicamente simples e pouco custosa, restabelecendo a função ao dente.

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