FRENECTOMIA LINGUAL EM PACIENTE PEDIÁTRICO: RELATO DE CASO

Edith Camila Pereira Lima, Luana Santos Magalhães, Mirian Noé do Bomfim Calazans, Mariana Alencar Nemezio

Resumo


Freio lingual é uma estrutura anatômica que está localizada entre o ventre da língua e o assoalho da cavidade bucal e apresenta-se em forma de prega. Em algumas situações este freio pode se apresentar curto e com inserção anterior, dificultando os movimentos da língua e prejudicando as diversas funções dessa estrutura. Tal anormalidade é denominada Anquiloglossia, também conhecida como língua presa, que além da dificuldade de movimentação da língua, também pode comprometer a fonação, a deglutição e a mastigação. Paciente J.K.B.S, 06 anos, sexo masculino, procurou atendimento em uma Clínica de Odontologia. Após criteriosa anamnese, foi submetido a exames clínicos e radiográficos. Não constatando nada que contraindicasse a cirurgia. Durante o exame intra-oral verificou-se que a língua do paciente apresentava o freio lingual curto, que limitava a amplitude dos movimentos, e que o paciente demonstrava dificuldade para pronunciar ditongos labiodentais. Foi indicada uma cirurgia de frenectomia, de método convencional. O paciente foi submetido à anestesia local pela técnica infiltrativa regional do nervo lingual, bilateralmente e do terço anterior da língua, para fixação da mesma. A língua foi posicionada com o auxílio de um fio de sutura nº 03, enquanto a incisão do freio era executada com uma tesoura íris reta, paralela à superfície ventral do órgão, também utilizou uma tesoura Metzembaum para divulsão da porção inferior do freio. A hemostasia foi realizada através da compressão bidigital e finalizada com pontos de sutura simples. Pode-se concluir que a frenectomia deve ser realizada quando causar prejuízo as funções estomatognáticas da criança. Quando bem indicada, a cirurgia poderá contribuir para o melhor desenvolvimento do paciente, como proporcionará melhor movimento da língua, facilitando a deglutição, a fonação e a articulação das palavras, uma vez que a criança se encontra no período de aprendizagem escolar e considerando os prejuízos futuros a sua vida social.

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