CLASSIFICAÇÃO DAS DOENÇAS PERIODONTAIS DE 2018: AS PRINCIPAIS MUDANÇAS

Isadora Maria da Costa da Rocha, Ariana Bruna Martins dos Santos, Bruna Carla de Oliveira, Bruno Costa Barros, Letícia Ramalho Paes, Karine Cecília do Nascimento Souza, Natalia Karol de Andrade

Resumo


Para a aplicação clínica e um bom entendimento das Doenças Periodontais, elas são classificadas em grupos, permitindo uma melhor interpretação da etiologia de cada caso e um tratamento adequado. Nesse sentido, a Academia Americana de Periodontia e a Federação Europeia de Periodontia publicaram, em junho de 2018, uma nova classificação para as doenças periodontais, substituindo a antiga classificação, vigente desde 1999. Dessa forma, o objetivo desse estudo foi introduzir a Nova Classificação das Doenças Periodontais. Foi realizada uma revisão de literatura usando os descritores new classification and periodontal diseases nas bases de dados PubMed, Bireme e SciELO, incluindo 12 artigos de revisões em inglês, português e espanhol, publicados entre 2010 e 2018, acerca de estudos atuais feitos sobre a classificação de 2018 e a antiga de 1999. A nova classificação é resultado do Workshop Mundial para a Classificação das Doenças e Condições Periodontais e Peri-Implantares que ocorreu em 2017, e é baseada nas evidências mais atuais. Entre os destaques, as Periodontites conhecidas como crônicas ou agressivas agora são unificadas e há um sistema de graduação para as Periodontites, que varia de I (menos grave) até IV (mais grave), mensurando a gravidade e extensão da doença. O risco e a taxa de progressão da doença são esquematizados em 3 graus, de Grau A (menor risco de progressão) até Grau C (maior risco). Além disso, é considerado fatores de risco como o tabagismo e a presença de doenças como diabetes. Com base na literatura, é possível concluir que a Nova Classificação realizou alterações relevantes e foi fundamental para incluir questões contemporâneas da Periodontia, facilitando o manejo na prática clínica. Desse modo, essa introdução é importante para que o profissional da Odontologia esteja familiarizado as mudanças feitas e que, assim, possa ser direcionado a outras leituras mais aprofundadas acerca dessa temática.

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