CUIDADOS PELO CIRURGIÃO-DENTISTA AO PRESCREVER UM ANTIMICROBIANO A PACIENTES QUE UTILIZAM ANTICONCEPCIONAIS ORAIS

Mariana Magda dos Santos Melo, Pedro Vitor Araújo Mendonça Lins, Gyulia Machado Lisboa Rabelo, Letícia Ramalho Paes, Max Denisson Maurício Viana, Eliane Aparecida Campesatto

Resumo


O uso de antimicrobianos é extremamente frequente durante a terapia odontológica, porém sua associação com anticoncepcionais orais pode diminuir a eficácia destes últimos. A presente revisão de literatura tem como objetivo informar ao cirurgião-dentista acerca das possíveis interações que esses medicamentos podem oferecer aos contraceptivos orais, de forma que sejam relatadas as principais características sobre farmacodinâmica e farmacocinética. Foi realizado um estudo descritivo nas bases de dados Pubmed, MEDLINE, Scielo, LILACS, onde foram encontrados trabalhos julgados relevantes para inclusão nesta revisão; sendo incluídos artigos, teses e livros que relacionassem anticoncepcionais orais e antimicrobianos. Alguns antimicrobianos, em seus mecanismos, diminuem o ciclo êntero-hepático do estrógeno, induzem enzimas microssomais citocromo P450 no fígado, aumentam a excreção de estrógenos; provocando, assim, a redução na eficácia dos contraceptivos hormonais. Ainda nos dias atuais, grande parte dos pacientes e cirurgiões-dentistas não tem conhecimento deste tipo de interação, o que pode acarretar em uma gravidez indesejada da paciente, caso não haja instrução. É essencial que esse conhecimento seja disseminado entre os profissionais que prescrevem antimicrobianos de amplo espectro, para que todos solicitem o histórico contraceptivo do grupo de risco, além de que, se necessário, aconselhar o uso de formas adicionais de contracepção e orientar a forma de administração do anticoncepcional oral enquanto utiliza da terapia antimicrobiana.

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