UTILIZAÇÃO DO MTA NO TRATAMENTO DE PERFURAÇÕES ENDODÔNTICAS

Eduardo de Oliveira Leão, Gustavo Luiz Oliveira de Aguiar, Laryssa Ellen Fernandes Dantas, Luiz Henrique Alburquerque de Lima, Ane Karoline de Moura Oliveira, Samuel Pereira Assunção, Joedy Maria Santa Rosa

Resumo


A complexidade na anatomia dos canais radiculares é um importante fator para gerar uma maior incidência de acidentes e complicações no tratamento endodôntico. Dentre tais complicações, destacam-se as perfurações endodônticas, que podem ser causadas por cárie dentária, reabsorção ou iatrogenia, acarretando comunicação da cavidade pulpar com o ligamento periodontal, promovendo um desarranjo perirradicular com consequências nocivas aos tecidos de suporte dentário. O sucesso no tratamento das perfurações está diretamente relacionado com a sua localização, o tamanho e o período entre a ocorrência do acidente e o tratamento. A finalidade deste trabalho é apresentar uma revisão da literatura sobre o MTA, abordando suas propriedades físicas, químicas e biológicas. Foi realizada uma pesquisa bibliográfica, utilizando os seguintes bancos de dados: Pubmed, Scielo, BVS e LILACS, considerando artigos publicados entre 2010 e 2018. O Agregado de Trióxido Mineral (MTA) tem sido indicado em diversas situações clínicas devido a apreciáveis propriedades físico-químicas e biológicas. O principal motivo pelo qual vem sendo utilizado para o selamento deve-se a sua biocompatibilidade com os tecidos bucais e capacidade de induzir a formação de tecidos duros. Observou-se que com a introdução do uso do cimento à base de MTA, houve uma padronização na escolha do material a ser utilizado nas perfurações endodônticas, devido a sua consolidação suportada por evidências científicas e apresentadas em diversos estudos realizados até a atualidade.

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