EFICÁCIA DA OSTEOINTEGRAÇÃO DE IMPLANTES DENTÁRIOS NAS REGIÕES DE LESÕES ÓSSEAS DISPLÁSICAS

Jadson Mathyas Domingos da Silva, Ana Cláudia Ramos Pinto, Marcos Paulo Santana de Oliveira, Jamerson da Silva Santos, Kelly de Moura Ferreira, José de Amorim Lisboa Neto, Camila Maria Beder Ribeiro Girish Panjwani

Resumo


Os implantes dentários osseointegrados têm sido usados rotineiramente na reabilitação oral. Fatores como quantidade e qualidade do osso estão associados à osseointegração e, portanto, ao sucesso do tratamento. Fatores de risco sistêmicos e locais que afetam o metabolismo e a remodelação óssea devem ser considerados ao avaliar as indicações para esses procedimentos cirúrgicos. Distúrbios endócrinos, osteoporose e lesões ósseas primárias, como lesões císticas, displásicas e tumorais, estão entre as principais doenças a serem consideradas nesta avaliação. O presente estudo tem por objetivo elucidar por meio de uma revisão literária, à eficiência, e os fatores que afetam a osteointegração dos implantes dentários nas regiões de lesões-ósseas displásicas. Foram realizadas pesquisas de artigos científicos indexados nas bases de dados PubMed, SciELO, LILACS e MedLine, entre os anos de 1998 e 2018, presentes na língua inglesa. Pacientes com doenças ósseas displásicas representam um desafio particular para a reabilitação oral com implantes dentários. A natureza e o comportamento biológico da displasia óssea estão frequentemente associados a alterações estruturais ósseas que comprometem seu suprimento normal de sangue e plasticidade, resultando em problemas potenciais para a osseointegração. Embora a osseointegração não seja totalmente alcançada no nível histológico, à consolidação clínica satisfatória do osso tem sido descrita para o implante de titânio na displasia fibrosa (DF), por exemplo. Ainda que, a aplicação de implantes dentários na região de lesões ósseas displásicas não tenha uma resposta definitiva, é crucial considerar o tecido ósseo aparentemente normal como osso displásico e, portanto, vulnerável ao desenvolvimento de novas lesões. Assim, sugerimos que essas lesões, devem ser vistas como um fator limitante na recomendação de implantes dentários e é imperativo informar o paciente sobre os riscos associados a estas doenças.

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