CONDUTAS DAS PESSOAS QUANTO AO CONTROLE DE ECTOPARASITAS EM CANINOS E FELINOS DOMICILIADOS ATENDIDOS EM UMA ONG NO MUNICÍPIO DE MACEIÓ-AL

Evelynne Hildegard MARQUES DE MELO, Wagnner José Nascimento PORTO, Mária Kikuyo NOTOMI, Rita Alves GARRIDO, Silvio Romero de Oliveira ABREU

Resumo


Introdução: O Brasil tem aproximadamente 70 milhões de caninos e felinos domiciliados e a presença destes animais nas residências motiva a investigação dos modos de criação das pessoas. Ectoparasitas tendem a infestar cães e gatos devido a interação ambiental e são causadores de doenças por ação irritante, espoliativa e infecciosa, muitas vezes zoonoses. A prevenção é uma consequência de cuidados específicos sendo que a compreensão das medidas adequadas se inicia na consulta com médico veterinário (mv), serviço restrito à algumas classes sociais no Brasil. Objetivo: Relatar o perfil de pessoas que criam caninos e felinos domiciliados quanto à: consultas ao (mv), controle de ectoparasitas, acesso à via pública e às residências respectivas. Método: Com aprovação do Comitê de ética em Pesquisa CESMAC (CEP-CESMAC)  n° 1.266.797, quatrocentas pessoas com um animal (felino ou canino), foram convidadas dentre os presentes em um serviço de controle reprodutivo cirúrgico para caninos e felinos numa Organização não governamental (ONG) Núcleo de Educação Ambiental Francisco de Assis (NEAFA) na cidade de Maceió-AL, as quais assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e responderam a um questionário fechado, aplicado exclusivamente pelo pesquisador em ambiente reservado, com questões codificadas garantindo privacidade e sigilo. Resultados: O público entrevistado representou 47 bairros do município, sendo 332/400 (83%) mulheres e 68/400 (17%) homens, com renda média de até seis salários mínimos. Quanto as respectivas espécies, 259/400 (64,75%) eram felinos e 141/400 (35,25%) caninos em idade reprodutiva. Sobre consultas ao veterinário: 213/400 (53,25%) animais estavam sendo consultados pela primeira vez no momento da pesquisa, 152/400 (38%) levavam apenas diante de problemas graves e 35/400 (8,75%) levavam apenas nos dias de vacinação. Sobre a prevenção de ectoparasitas, 182/400 (45,5%) não utilizavam nenhum método e 218 (54,5%) usam métodos oriundos de orientação em lojas agropecuárias. Quanto ao acesso ao domicílio, 41/400 (10,25%) permitia o acesso com restrição ao interior da residência e 359/400 (89,75%) mantinham livre acesso à residência, onde 55/359 (15,32%) dormiam na cama dos tutores e 304/359 (84,67%) em outros cômodos do domicílio. Quanto ao acesso à via pública, 145/400 (36,25%) nunca saíram da residência, 90/400 (22,5%) passeavam presos com guia e coleira, 165/400 (41,25%) passeavam livres; e destes, a maioria 120/165 (72,72%) era felino e 45/165 (27,27%) eram caninos. Conclusão: É notável o pouco contato com médico veterinário e essa deve ser uma importante razão para pessoas conduzirem rotina inadequada de cuidados com caninos e felinos, o que aproxima o risco zoonótico dado o potencial patogênico dos ectoparasitas e muitos animais portadores assintomáticos de doenças. Há necessidade de medidas sanitárias educativas com informações do veterinário ao cidadão.

Palavras-chave


Cães. Gatos. Cidadão. Educação. Zoonose.

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