INFESTAÇÃO POR CARRAPATOS EM JIBOIAS (Boa constrictor constrictor, LINNAEUS, 1758) CATIVAS – RELATO DE CASO

Joyce Filho Santana

Resumo


Introdução. A Boa constrictor constrictor, conhecida popularmente como jiboia, é um réptil da família Boidae, encontrado comumente na Caatinga e Cerrado no Brasil. Por serem animais vivíparos, e se alimentarem de pequenos mamíferos, aves e lagartos, esta serpente tem sido comumente mantida em zoológicos. Entretanto, quando mantidos em cativeiro, alguns animais podem apresentar alterações de saúde e comportamento devido o manejo inadequado. Assim, as jiboias podem ficar susceptíveis a inúmeras infecções e infestações, principalmente por ectoparasitos, que podem poder gerar: anemia, ulceras cutâneas, além de transmitir de hemoparasitos para estes répteis. Objetivo. Relatar o parasitismo por carrapatos em jiboias, provenientes de um zoológico particular do estado de Sergipe. Relato de caso. Foram atendidas pelo grupo de estudos em animais silvestres da UFS, três Boa constrictor constrictor, sendo duas fêmeas e um macho, com idades variando de 2 a 4 anos, as quais eram mantidas em um zoológico particular no estado de Sergipe. Segundo relatos dos responsáveis técnicos, após um episódio de queimada na propriedade no período de estiagem, começou a ser observar a presença de ectoparasitos nas jiboias. Os mesmos relataram ainda que o manejo alimentar das serpentes era composto por roedores (100g) ou pintos a cada três dias, os animais vivam em um recinto de 8 m2, o qual possuía áreas de terra, grama e um pequeno lago, e não mantinham contato com outras espécies animais. Após anamnese, foi realizado a contenção física dos animais, para posterior exame clínico, no qual foram evidenciados a presença de ectoparasitos em todas as jiboias. Dez ectoparasitos foram coletados de cada animal com auxílio de pinça, para posterior acondicionamento em tubos coletores contendo álcool 70%, e em seguida encaminhados para analise morfológica, sendo os exemplares classificados como carrapatos ixodídios da espécie Rhipicephalus (Boophilus) microplus. Para tratamento prévio dos ectoparasitos foi prescrito aplicações tópicas de FRONTLINE SPRAY®, uma vez ao dia, no total de três aplicações com intervalo de 15 dias, além do controle ambiental dos ixodídios, mediante dedetização com o uso de vassoura de fogo nos recintos das jiboias. Resultados: Após 30 dias de tratamento, os animais foram reavaliados, sendo observado a ausência de ectoparasitos nos animais. Conclusão: Conclui-se que, serpentes que vivem em cativeiros estão suscetíveis ao parasitismo por carrapatos ixodídios, sendo de suma importância a adoção de práticas de manejo preventivo, para assegurar a saúde das serpentes.

Palavras-chave: Ixodídios. Parasitismo. Serpentes.


Palavras-chave


Ixodídios. Parasitismo. Serpentes.

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.