USO DA TÉCNICA DE RECONSTRUÇÃO EM H-PLASTIA EM REGIÃO TORACO-LOMBAR EM CADELA

Mayara Oliveira Lucio de Souza Oliveira Lucio, Iris Caroline Ferreira de Souza Caroline Ferreira, Luiza Neme Frassy Neme Frassy, Arnaldo Cesar de Oliveira Gomes L Junior Cesar Oliveira, Diogo Alexandre Tenório Mata Alexandre Tenório, Márcia kikuyo Notomi Kikuyo Notomi, Pierre Barnabé Escodro Barnabé Escodro

Resumo


Introdução. A técnica reconstrutiva de H-plastia consiste no uso de dois fragmentos opostos que se sobrepõem de maneira que as linhas de sutura formem um H. Muitas das vezes essa técnica se faz necessária devido a uma falha do tecido subcutâneo onde, por algum motivo, tenha havido a retirada de parte dele no local da cirurgia, sendo necessário manipular tecidos próximos para que se consiga realizar o fechamento total da ferida cirúrgica. Objetivos. O objetivo do presente trabalho foi relatar a técnica reconstrutiva de H-plastia em uma cadela SRD. Relato do caso. Deu entrada no dia 27/02/2018, no Hospital Universitário Veterinário da Universidade Federal de Alagoas, uma cadela, SRD, com aproximadamente 3 anos, 21 kg, vítima de possível esfaqueamento na região toraco-abdominal provocando avulsão de pele e musculatura com aproximadamente 23cm de comprimento, 7cm de largura e 3cm de profundidade, apresentando bordas necrosada. No ambulatório foram realizados avaliações dos parâmetros fisiológicos, apresentando como alterações taquicardia, hipertermia, mucosa ocular congesta, linfonodomegalia submandibular e poplíteo e desidratação de 5%. Foi realizado exame sanguíneo e o animal apresentou leucocitose e neutrofilia. O animal foi rapidamente dirigido para o centro cirúrgico para realização de técnica reconstrutiva H-plastia com dreno de penrose, devido ao formato da lesão, com padrão de sutura Cushing para o subcutâneo e isolado simples para a pele, utilizando-se fio de poliamida 2-0. Como protocolo anestésico foi administrado Acepromazina (0,1mg/kg), Diazepam (0,25mg/kg), Ketamina (1mg/kg), Tramax(2mg/kg) e Proporfol (5mg/kg).No pós-operatório foram realizadas aplicações de Ceftriaxona (25mg/kg diluído em 5mL de solução fisiológica/IM/BID/durante 12 dias), Metronidazol (15mg/kg/VO/BID/durante 5 dias), Cetoprofeno 10%(1mg/kg/VO/BID/durante 6 dias) e Tramadol (1-4mg/kg/VO/BID/durante 12 dias); associado a curativo da ferida cirúrgica com soro fisiológico, Rifocina spray, pomada manipulada (Nistatina e Ceftriaxona) e ataduras duas vezes por dia até total fechamento da ferida. Após 8 dias de internamento houve rompimento parcial da sutura, suspeita-se que o próprio animal provocou o rompimento, sendo realizado tratamento da ferida por segunda intenção e mantendo o protocolo de curativo. A paciente recebeu alta e foi adotada 3 meses após o internamento quando houve cicatrização quase total da lesão, sendo realizado o curativo na nova residência pela tutora. Resultados. Como visto nesse caso a técnica de H-plastia se mostrou muito eficiente para o fechamento da ferida cirúrgica, principalmente pelo fato de que o animal havia perdido uma grande parte de tecido das bordas, tornando-se difícil o fechamento, que só se tornou possível com o uso da técnica. Conclusão. Pode-se concluir com os resultados deste trabalho que o uso da técnica de reconstrução de H-plastia, foi de extrema importância, proporcionando uma recuperação rápida do tecido perdido.

Palavras-chave


Cirurgia, H-Plastia, Cirurgia Reconstrutiva.

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