PROTOCOLO TERAPÊUTICO DE VERMIFUGAÇÃO EM ELEFANTE-ASIÁTICO (Elephas maximus, LINNAEUS, 1758)

Natália Luise de Santana Oliveira, Victor Fernando Santana Lima

Resumo


Introdução. As funções primordiais desempenhadas pelos zoológicos como instituições voltadas a pesquisa, conservação, lazer e educação, tem representado importante função socioambiental, com destaque para programas estratégicos voltados a conservação da biodiversidade e conscientização ambiental. Entretanto, quando mantidos em cativeiro, algumas espécies de animais selvagens se tornam susceptíveis a algumas enfermidades, como por exemplo as parasitoses gastrointestinais. Apesar da escassez de informações sobre a ocorrência de infecção por parasitas gastrointestinais em elefantes, sabe-se que os nematóides são frequentemente encontrados nestes animais, os quais induzem podem gerar lesões hemorragias nos ductos biliares, fígado e alças intestinais, reduzindo a condição corpórea dos animais e taxas de reprodução. Objetivo. Relatar o parasitismo por Ancylostomatidae em Elefante-asiático (Elephas maximus) e o protocolo de terapêutico utilizado. Relato de caso. Foi atendido durante uma consulta de rotina, uma fêmea de elefante-asiático (Elephas maximus), com 40 anos de idade, pesando aproximadamente 2.500 kg, a qual era mantida em um zoológico particular no estado de Sergipe. Segundo relatos dos responsáveis, o elefante era mantido exclusivamente num recinto de 300 m2, o qual possui áreas de sombra, terra, grama e fonte d’água, alimentava-se duas vezes ao dia com uma mistura de frutas, verduras, hortaliças, tubérculos e cana-de-açúcar, e não mantinha contato com outras espécies de animais. Após anamnese detalhada, foi realizado a contenção física do animal, para posterior exame clínico, não sendo evidenciadas alterações clínicas. Amostras fecais foram coletadas mediante defecação espontânea, para posterior análise pela técnica de Willis-Mollay (Flutuação simples) e Hoffman e cols. (sedimentação espontânea). Resultado. Como resultado das analises coproparasitológicas foram detectados ovos de Ancylostomatidae. Para tratamento prévio dos parasitos gastrointestinais foi prescrito Fenbendazole na dose de 5 mg/Kg/VO/SID ou 1 mL para cada 20 kg de peso/VO/SID, totalizando três aplicações, com intervalo de 15 dias. Devido à dificuldade na contenção do animal, especificamente para a vermifugação, optou-se por utilizar melancias ocas como recursos especiais para administração oral do vermífugo. Ao termino do protocolo terapêutico novas amostras fecais foram analisadas, não sendo evidenciados a presença de parasitos gastrointestinais. Conclusão. Mesmo com a escassez de informações sobre as implicações das parasitoses gastrointestinais na saúde de elefantes, foi possível desenvolver um protocolo terapêutico de vermifugação para o tratamento de animais positivos para ancilostomídeos.

 


Palavras-chave


Ancylostomatidae. Elefantes. Tratamento. Zoológicos.

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