PRODUÇÃO DE LEITE DE REBANHO GIROLANDO NA ÉPOCA SECA

Jardel Soares Guilherme, Jose Weslley, Ronald Vinicius, Prissyla Firmino, Ariane Albuquerque, Carla Jesus

Resumo


Introdução: Um dos fatores que inviabiliza a cadeia produtiva do leite no Nordeste é o seco e quente por longos períodos, que traz a falta de alimentos e acarreta numa queda significativa na produção. Objetivos: Avaliar a produção durante períodos críticos de clima, para tentar elaborar metodologias que diminuam esta problemática. Metodologia:  O estudo foi desenvolvido na cidade de Maravilha AL, durante os meses de setembro de 2016 a fevereiro de 2017, com dozes vacas girolando com média de cinco anos de idade, criadas no sistema de semi-intensivo. Os animais eram alimentados com pastagem a vontade e suplementação a base de farelo de germe de milho farelo de soja e caroço de algodão de proporção de (50%, 30% e 20%) respectivamente, durante os seis de experimento. O volumoso (palma forrageira) começou a ser fornecido a partir do mês de outubro em torno de 30% (20kg/ animal) de matéria seca. Em janeiro de 2017, foi necessário fornecer silagem de milho cerca de 70% de matéria seca (10kg/ animal). A produção individual, foi coletada uma vez por semana, por meio de em uma balança digital Portable Electronic Scale e os dados tabelados em planilha planilhas Excel (Office®). Resultados e Discussão: A produção total foi de 16.792 kg (@1.526 kg/vaca). O mês de janeiro de 2017 apresentou a maior produção individual (9,92 kg), neste período houve o acréscimo de silagem de milho, alimento rico em energia que pode ter suprido as necessidades. A menor média individual (7,83 kg) aconteceu no mês de outubro, mês que apresentou maior período de estiagem e que foi iniciado o fornecimento de palma forrageira na propriedade, como essa cactáceas é muito rica em água equilibrou a dieta dos animais e manteve a produção. Conclusão: Pode-se concluir com os resultados apresentados que o mês de janeiro sobressai em relação aos demais meses, devido ao enriquecimento na alimentação, demonstrando a importância da programação alimentar na propriedade, para que mesmo em períodos de seca extrema não diminua a produção trazendo prejuízos econômicos, pois sem tal programação o produtor teria que arcar com alimentos em época de carência na região, o que tornaria a produção inviável economicamente.


Palavras-chave


Bovinocultura. Fatores Climáticos. Produtividade. Palma Forrageira.

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