USO DA DETOMIDINA COMO FÁRMACO INDUTOR DA EJACULAÇÃO QUÍMICA EM EQUINOS

Matheus Batista de Oliveira, Rodrigo Pereira de Azevedo, Heder Nunes Ferreira

Resumo


A ejaculação pode ser dividida em natural ou química, quando o indivíduo está sob condições fisiológicas normais e possui a presença da fêmea, ou por meio do uso de fármacos que induzem a liberação do sêmen. Objetivou-se avaliar o efeito da detomidina 1% como agente indutor da ejaculação química em equinos. Foram utilizados três cavalos da raça Andaluz, Mangalarga Machador e Pecheron, pesando entre 450 e 650 quilogramas, com idade entre de 10 e 19 anos, situados na Fazenda Boa Luz, no município de Laranjeiras-SE. Os animais recebiam uma dieta composta por volumoso, concentrado de acordo com o peso e água ad libitum. Para a realização do procedimento, os animais foram mantidos em baia, com ambiente controlado e sem importunações. Para indução da ejaculação foi administrado por via intramuscular medicamento à base de detomidina (Detomidin ®/0,02mg/kg) com prévia antissepsia no local de aplicação. Nos animais que após um período máximo de 15 minutos após a primeira aplicação, não foram observados movimentos sugestivos para ejaculação, foi administrada a metade da dose inicial (0,01mg/kg) da detomidina. Não havendo ejaculação a partir de um tempo de 15 minutos após a segunda aplicação, foi administrada ioimbina 0,075mg/kg, a fim de reverter o efeito sedativo. As aplicações foram realizadas uma vez por semana, durante três semanas. Para a colheita do sêmen, foi confeccionado um suporte composto por funil, saco plástico não espermicida e recipiente térmico, com posterior mensuração do volume em tubos de vidro graduados.

Palavras-chave


Reprodução Equina. Indução Farmacológica. Ejaculação.

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