TUMOR VENÉREO TRANSMISSÍVEL EM CADELA SEMIDOMICILIADA ATENDIDA EM AMBULATÓRIO DO ALTO SERTÃO SERGIPANO: RELATO DE CASO

Armando de Amorim Oliveira, Anita de Souza Silva, Bárbara Regina Marques, Fernanda Carvalho Pereira, Renata Rocha da Silva, Geyanna Dolores Lopes Nunes, Roseane Nunes De Santana Campos

Resumo


Introdução: O tumor venéreo transmissível (TVT) canino é uma neoplasia benigna e contagiosa, transmitida por meio da cópula e secreções de animais infectados, acometendo muitos animais errantes ou semidomiciliados. Os sinais clínicos mais comuns em animais portadores do TVT são: prurido, lambedura, secreção sanguinolenta nas regiões vaginal ou peniana, presença de massa tumoral, placas friáveis com aspecto de couve-flor. A taxa de metástase é baixa e, quando ocorre, é frequentemente na cavidade nasal e oral, mucosa anal, ovário, útero e região perianal. O diagnóstico do tumor venéreo transmissível baseia-se na anamnese e nos sinais clínicos. O diagnóstico definitivo requer avaliação citológica  Objetivos: o presente relato tem como objetivo caracterizar o diagnóstico do tumor venéreo transmissível em cão no alto sertão sergipano. Método: Um cão, fêmea, sem raça definida (SRD), pelagem marrom, pesando 30 kg, semidomiciliado foi atendido no ambulatório da Universidade Federal de Sergipe campus do Sertão, com sinais clínicos sugestivos de TVT. Ao exame físico, o animal apresentou caquexia, mucosa oral e ocular normocoradas, linfonodos hipertrofiados e uma tumoração de grande dimensão apresentando tecido friável e hemorrágico junto à genitália externa, com odor fétido e secreção serossanguinolenta. Foi realizado como exame complementar hemograma, teste rápido para leishmaniose (DPP) e uma citologia do tumor através das técnicas de impressão e swab. Resultados: Após o diagnostico citológico, observado a presença de células redondas ou ovoides com núcleo excêntrico, relação núcleo – citoplasma aumentada, citoplasma discretamente basofílico e com vacúolos distintos, optou-se pela administração do sulfato de vincristina (0,75mg/m2), via intravenosa, a cada sete dias, com um total de cinco sessões), ao final do tratamento realizou-se outra citologia vaginal e não foram observados células características de TVT, além disso, animal foi encaminhado para uma ovário-histerectomia. Na primeira aplicação o animal apresentou êmese, foi prescrito omeprazol (1mg/kg) por 7 dias, foi observado uma redução nas dimensões do tumor após a primeira aplicação do sulfato de vincristina. Conclusão: A partir dos resultados obtidos conclui-se que a citologia é um método diagnóstico eficaz na identificação do TVT, o sulfato de vincristina foi eficaz no tratamento do TVT e que é necessário educação em saúde para esclarecer aos tutores que evitem expor seus cães aos fatores que levam ao TVT, como acesso a rua e que realizem métodos preventivos como a castração reduzindo assim a disseminação dessa neoplasia entre os caninos.


Palavras-chave


cão; citologia; neoplasia; transmissão.

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Referências


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