INFECÇÃO TETÂNICA LETAL EM UM POTRO

Claudio César dos Santos Freire, Rafael Barbosa da Silva, Tabatha de Oliveira Cavalcante, Alyne Costa Moura, Bruna Silva de Oliveira, Rayane Caroline Medeiros Nascimento, Pierre Barnabé Escodro

Resumo


Introdução: O tétano é uma enfermidade causada pela atuação das toxinas tetanolisina e tetanopasmina que são produzidas pelo Clostridium Tetani, que acomete tanto os animais como seres humanos. Das espécies acometidas os equinos são os mais susceptíveis. Os sinais normalmente encontrados são espasticidade muscular, levando a um quadro de rigidez dos membros, dispneia, disfagia, posição de cavalete, cauda elevada, orelhas estendidas e prolapso da terceira pálpebra. O diagnóstico é baseado apenas nos sinais clínicos da doença. O tratamento é realizado com a administração de antibioticoterapia, relaxantes musculares, fluidoterapia, alimentação e soro antitetânico. O trabalho tem por objetivo relatar um caso de um potro com tétano de uma comunidade carente da região de Maceió. Relato de caso: Um potro SRD, 2 meses de idade, 61 quilos recebeu o primeiro atendimento por membros do Projeto Pró Carroceiros –UFAL na comunidade do Vale do Reginaldo em Maceió com sinais patognomônicos para tétano e escoriações de pele generalizadas. Ao exame físico observou-se espasticidade muscular, dispneia, prolapso de 3° pálpebra, taquicardia, taquipneia, desidratação, disquezia,  ,temperatura de 39°, disfagia e cauda em bandeira. Foi administrados 6 soros antitetânicos de 5000 UI cada por via intravenosa e 1 por via intratecal; 6 frascos de penicilina G benzatina (22000 UI/kg) por via intramuscular; 1L de soro Ringer com Lactato; dexametasona (1mg/kg) por via endovenosa e suplementação vitamínica. Foi encaminhado para o ambulatório do Grupo de Pesquisa e Extensão em Equídeos para uma terapia intensiva, onde a alimentação foi suplementações proteicas, por via nasogástrica. Foi administrado Penicilina G Benzatina (22000 UI) 3d por via intramuscular; Xilazina (0.5 mg/kg) 3d e insuflação retal por ozonioterapia no volume de 5 ml/kg (12 mg/L) por 2 dias. O animal veio a óbito no 3° dia de tratamento. Discussão: A elevada tonicidade muscular é um indicio de que a tetanopasmina chegou aos neurônios da medula espinhal. A terapêutica por via intratecal é considerada em casos graves, evitando progressão do quadro neurológico. A ozonioterapia foi usada como coadjuvante ao tratamento de tétano, pois sua ação é comprovada em infecções bacterianas. Conclusão: A aplicação por via intratecal e a ozoioterapia foram adjuvantes no tratamento da enfermidade, apresentando melhora dos sinais clínicos, porém o animal veio a óbito, principalmente pelo estágio avançado da doença.


Palavras-chave


Equinos. Clostridioses. Tétano. Ozonio.

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Referências


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