INTOXICAÇÃO POR CONDICIONADOR CAPILAR EM PAPAGAIO-VERDADEIRO (Amazona aestiva LINNAEUS, 1758) – RELATO DE CASO

Marcos Silva Panta

Resumo


Introdução: Atendimentos de animais com intoxicações exógenas, de modo geral, têm alta representação em rotinas ambulatoriais e hospitalares na Medicina Veterinária. Frente a essa realidade e à escassez de dados sobre o perfil das intoxicações exógenas em animais silvestres, observa-se a necessidade da realização de estudos envolvendo a casuística de intoxicações, para que se possa contribuir nas esolhas do tratamento e medidas preventivas e de controle mais eficazes, alertando assim, a população sobre um risco iminente de exposição a diversas substâncias. Objetivos: Relatar um caso de intoxicação por condicionador capilar em papagaio-verdadeiro  (Amazona aestiva). Relato de caso: Foi atendido no setor de animais silvestres da Universidade Federal de Sergipe, campus do Sertão, um papagaio-verdadeiro  (A. aestiva), macho, de aproximadamente 1,7 anos de idade, pesando 364g, com histórico de vômito, inapetencia e diarreia após ingerir acidentalmente condicionador capilar. Ao exame clínico foi observado uma temperatura de 41,8 ºC, frequencia cardiáca e respiratória de 142 bpm e 64 mrm, respectivamente, mucosas hipocoradas, estomatite oral e secreção pericloacal, com a presença de fezes claras, esbranquiçadas e esverdeadas. Após contenção física foi realizada manobras terapêuticas para reversão do quadro clínico, no qual o memso recebeu por via oral 3 mL de adsorvente de toxinas (ENTEREX®), diluido em Cloreto de Sódio 0,9% gelado, além de Cetoprofeno 3mg/kg/IM, Cloridrato de metoclopramida 0,5mg/kg/IM,  Dipirona 25mg/kg/IM, Enrofloxacina 10 mg/kg/IM, Meloxican 0,5 mg/kg/IM e MERCEPTON® (0,1mL/IM), sendo o animal estabilizado e encaminahdo para casa. Resultados:  O animal permaneceu em bom estado de saúde, porém sobre cuidados clínicos de manutenção e controle dos episódios de vômito e diarreia durante sete dias, utilizando 1mL de ENTEREX® uma vez/dia/VO, Cloridrato de metoclopramida 0,5mg/kg/q12h/VO, Dipirona 25mg/kg/q 8h/VO, Omeprazol 4mg/kg/q 24h/VO e manejo alimentar pastoso a base de uma mistura de frutas e sementes. Ao 7º dia pós-tratamento o animal apresentava-se hígido, com os sinais vitais normais. Discussão.

A ingestão de produtos cáusticos contendo substâncias ácidas e alcalinas desenvolvem um certo grau de toxidade assim como ação corrosiva sobre o tecido ao qual entrou em contato (NOGUEIRA 2011). Os medicamentos utilizados tiveram por finalidade combater os sintomas apresentados pelo animal assim como os efeitos adversos causados pela intoxicação como as náuseas e os vômitos, possíveis inflamações, dor, assim como a função da eliminação de toxinas pelo organismo, protetores gástricos e anti-inflamatórios não estereoidais (BERNARDI 2017). O prognóstico de intoxicação depende da conduta terapêutica utilizada e da rapidez com que o animal foi atendido; nesse caso o animal apresentou um bom prognóstico e desenvolveu melhoras significativas após o tratamento (NOGUEIRA 2011). Conclusão. As alterações clínicas observadas nos quadros de intoxicação por condicionador capilar em papagaios são graves, pois sem o tratamento precoce o animal pode vir ao óbito.

Palavras Chaves: intoxicações, psitácideos, tratamento.


Palavras-chave


intoxicações, psitácideos, tratamento

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