TRATAMENTO DE FERIDAS CUTÂNEAS EM CORN SNAKES (Pantherophis guttatus, LINNAEUS, 1766) – RELATO DE CASOS

Rafael Dantas dos SANTOS, Matheus Resende OLIVEIRA, Elpídio Vicente dos SANTOS JÚNIOR, Débora Passos Hinojosa SCHAFFER, Victor Fernando Santana LIMA

Resumo


Introdução: A pele é o maior órgão do corpo dos seres vivos, a qual é responsável pela proteção do organismo contra vírus, bactérias e protozoários, sendo sensível ao calor, ao frio, à dor, ao prurido e à pressão, sendo fator determinante das características específicas de cada espécie. Corn snakes (Pantherophis guttatus) mantidas em cativeiro podem apresentam alterações comportamentais e clínicas devido ao ambiente inapropriado, associado ao manejo inadequado, o que as tornam susceptíveis a lesões cutâneas as quais podem estar associadas a anemia, ulceras cutâneas e desnutrição. Objetivo: Descrever o protocolo de tratamento de feridas cutâneas em corn snakes (P. guttatus). Relato de caso: Foram atendidos no ambulatório da Universidade Federal de Sergipe, Campus do Sertão pelo Grupo de Estudos de Animais Silvestres (GEAS SERTÃO), três corn snakes (P. guttatus), fêmeas, pesando cerca de 90 gramas, com idade variando de 1 a 3 meses. Segundo relatos dos tutores o manejo alimentar das serpentes era composto por camundongos de seis gramas, os quais eram ofertados a cada sete dias. Todos os animais. Todos os animais eram mantidos em caixas plásticas organizadoras de 0,09m2, a qual possuía áreas com pedras, maravalha, gravetos e um pequeno recipiente com água, ambas sendo criadas em residências particulares no município de Nossa Senhora da Glória/Sergipe. Ao exame clínico dos répteis foram observados feridas incisas do tipo perfuro cortante, escoriações e lacerações em região dorsal e ventral ao longo do corpo dos animais. Como manobra terapêutica foi realizada a higienização ao redor dos ferimentos para assepsia com NaCl 0,9% e MERTHIOLATE®, além da adoção de pomadas cicatrizantes e anti-inflamatórias a base de Penicilina G benzatina, Penicilina G procaína, Diidroestreptomicina e Ureia (GANADOL®), uma vez ao dia, durante 10 dias. Resultados: Ao 10º dia pós-tratamento as feridas apresentavam-se limpas, com a presença de tecido de granulação de aspecto úmido, rosado e granular, além de tecido epitelial, caracterizado pela presença de epiderme regenerada sobre a superfície da ferida. Ao 34º dia pós-tratamento as escamas já estavam aparentes, caracterizando assim o processo final de cicatrização da pele dos répteis. Discussão: O manejo inadequado associado com recintos impróprios, desencadeiam sérios danos as serpentes como as afecções cutâneas, as quais são caracterizadas pela perda da continuidade dos tecidos superficial ou profunda, devendo cicatrizarem em até seis semanas (SAVATIM et al., 2017). Conclusão: as manobras terapêuticas empregadas foram eficazes no tratamento das feridas cutâneas em corn snakes. Vale ainda destacar a importância da adoção de boas práticas de manejo a fim de evitar as afecções de pele, garantindo ainda, o bem-estar dos animais quando mantidos em cativeiro. 

Palavras-chave: Cicatrização. Lesões cutâneas. Serpentes.


Palavras-chave


Cicatrização; Lesões cutâneas; Serpentes.

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