Câncer de Próstata: Adesão ao Exame Preventivo em Comunidades Carentes de Duas Capitais do Nordeste do Brasil – Recife e Maceió

Rozelia Vieira de Santana Na Isna, Bidansanta Na Isna, Ana Maria Queijeiro López

Resumo


Objetivo: Analisar a adesão de homens de áreas periféricas de Maceió-AL e Recife/PE, aos exames preventivos do Câncer de Próstata (CP). Método: estudo de caráter descritivo, transversal, de abordagem quantitativa, com 50 homens (40-70 anos) de comunidade carente de Maceió/AL e 49 homens cadastrados em Unidade de Saúde da Família (USF) de bairro igualmente pobre de Recife/PE (40–80 anos). Os dados foram coletados através de um questionário semi-estruturado. Resultados: Participaram do estudo 99 homens, sendo 50 em Maceió e 49 em Recife. A idade média era 61,2 anos, a maioria dos participantes 37,22% estavam na faixa etária dos 40-50 anos, 60,57% eram casados. A maior parte (33,48%) possuía apenas o ensino fundamental incompleto e percebiam uma renda familiar de 1-2 salários mínimos e 92% assumem sozinhos a responsabilidade financeira pela família. Quando perguntados se eles já haviam ouvido falar de câncer de próstata, 99 (99,99%), disseram que sim e 73(73,73%) deles mencionavam a mídia de televisão como agente de informação. Quando os participantes foram questionados sobre o significado do câncer de próstata, apesar de 98 (98,98%) já tivessem ouvido falar sobre a doença, apenas 28% tinham uma verdadeira noção e 76% conheciam algum tipo de teste usado no diagnóstico, embora 42 (42,42%) dos entrevistados já tenham sido submetidos à triagem de câncer de próstata pelo menos uma vez (principalmente nos grupos de idade 51-60 e 61-70, dos exames para triagem o PSA isoladamente foi o mais utilizado pela maior parte dos entrevistados 15(15,15%). Conclusão: Os resultados mostram que, não por desconhecimento muitos homens das comunidades estudadas ainda não aderem às práticas preventivas contra o CP. É imprescindível compreender o universo masculino, no qual se insere o estereótipo de masculinidade, propondo e direcionando estratégias educacionais assim como melhorar a oferta dos exames que auxiliem no diagnóstico e tratamento da população afetada.


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DOI: http://dx.doi.org/10.28998/rpss.v3i2.4308

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