Pescadores Artesanais do Litoral de Alagoas: Socioeconomia e Acidentes de Trabalho Envolvendo Organismos Marinhos

Elíne Monteiro Calazans

Resumo


Objetivo: Descrever a socioeconomia dos pescadores artesanais do litoral alagoano e seus acidentes de trabalho envolvendo organismos marinhos. Método: A obtenção dos dados foi realizada seguindo os métodos quali-quantitativos: (i) entrevistas semiestruturadas, (ii) observações diretas, (iii) registros fotográficos. O estudo foi realizado entre 2013 e 2015, a amostra foi 168 entrevistados, selecionados através da técnica snowball sampling. Resultado: Os pescadores na maioria são homens, com baixo nível de instrução, experiência profissional média de 27,7 anos e jornada diária de trabalho média de 14 horas. Registraram-se 1.242 acidentes: 752 por peixes, 345 cnidários e equinodermos e 145 por materiais de pesca. Os bagres (Ariidae) foram responsáveis por 54% dos acidentes, ferroadas (77,7%) foi o ferimento mais frequente, sobretudo nos membros superiores e inferiores (95,5%). 58% afirmaram não utilizarem medida de proteção e apenas 39% procuraram tratamento médico, contudo registros sobre atendimentos às vítimas desses acidentes nas Unidades de Saúde visitadas são inexistentes. Dos acidentados, 62,4%, afastaram-se do trabalho por período de um a quatro meses, destacando-se um caso de invalidez. Conclusão: Os resultados obtidos reforçam a necessidade de medidas que estimulem o uso de equipamentos de proteção e a qualificação dos profissionais de saúde, visando melhoria do atendimento e notificação destes acidentes.

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DOI: http://dx.doi.org/10.28998/rpss.v3i2.4848

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