https://seer.ufal.br/index.php/latitude/issue/feed Latitude 2022-09-22T14:57:03-03:00 Cristiano das Neves Bodart cristianobodart@gmail.com Open Journal Systems <p>Publicada pelo Programa de Pós-graduação em Sociologia da Universidade Federal de Alagoas, a LATITUDE é uma revista semestral de Ciências Sociais.</p> <p>Publica artigos inéditos em português, inglês, espanhou e francês. Abrande o interesse por diferentes abordagens teóricas, metodológicas e temáticas.</p> <p>Publicamos artigos e entrevistas de autoria de doutores(as), bem como resenhas de pós-graduandos (mestrandos e doutorandos) que se mostram relevantes para as Ciências Sociais.</p> <p>Centramos preocupação com a qualidade das publicações, sendo aprovados pela comissão científica após avaliações às cegas de especialistas.</p> <p>A revista está indexada em bases de dados como o Latindex, Sumários e EZB-Eletronic Journauls Library.</p> <p> </p> https://seer.ufal.br/index.php/latitude/article/view/14098 Editorial 2022-09-18T21:33:46-03:00 Cristiano das Neves Bodart cristianobodart@gmail.com 2022-09-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 https://seer.ufal.br/index.php/latitude/article/view/13901 Cidade (Re) Vestida: 2022-08-02T05:54:58-03:00 Marluci Menezes marlucister@gmail.com Rosemere Santos Maia rosemaia@terra.com.br Carlos Eduardo Santos Maia carlmaia@uol.com.br <p>Organizado na sequência do volume dedicado ao tema “Corpo RE(des)Coberto”, o presente dossiê – “Cidade (RE)vestida” – apresenta seis artigos que abordam a cidade a partir das múltiplas “peles” que a recobrem. O “corpo citadino” é analisado através das representações e não-representações em festas, paisagens, ambiências, identidades, arquétipos, estereótipos, contradições, personagens, estilos, estéticas, políticas, modos e modas com que a cidade se mostra em diversos espaços e tempos. Através de um enfoque multidisciplinar, visa-se prosseguir, aprofundar e ampliar a linha de pesquisa sobre a relação corpo-vestimenta-cidade (MAIA, 2021), expondo relações forjadas no âmbito citadino que contribuem para a atração, inserção ou o expurgo de determinados sujeitos sociais, para a ampliação e afirmação ou restrição e negação de seu protagonismo político, bem como para a valorização ou obsolescência de dado espaço e/ou área urbana num contexto em que, cada vez mais, a cidade é tomada como uma mercadoria, mas sem perder a sua proteiformidade. [Continue lendo no PDF].</p> 2022-09-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 https://seer.ufal.br/index.php/latitude/article/view/14099 “Ocupa Rua”: 2022-09-18T21:39:29-03:00 Claudia Erthal claudiaerthal2@gmail.com <p>This article proposes a reflection based on the concept of the five skins created by the Austrian architect and artist Friedensreich Hundertwasser, having as its object the pilot project “<em>Ocupa Rua</em>”, carried out in São Paulo, on new uses of an urban center and the layers of perception and experience that this project can provide. It includes walks, readings and the use of mobile devices by users/ walkers as a form of communication and social belonging, generating a lively communicational dynamic. The presence of the user who seems to collaborate with the creation of new reading layers for the city permeates this text. It is believed that it goes beyond the commercial purpose and, by containing concepts of revitalization as a source of possibilities for reusing the streets; it becomes also a form of reuse and of the city as a whole from this starting point.</p> 2022-09-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 https://seer.ufal.br/index.php/latitude/article/view/13094 "Ocupa Rua": 2021-11-27T12:16:30-03:00 Claudia Erthal claudiaerthal2@gmail.com <p>Este texto propõe uma reflexão a partir do conceito das cinco peles criado pelo arquiteto e artista austríaco Friedensreich Hundertwasser, tendo como objeto o projeto-piloto Ocupa Rua, realizado em São Paulo, sobre novos usos de um centro urbano e das camadas de percepção e vivência que este projeto pode proporcionar. Parte de caminhadas, leituras e o uso de dispositivos móveis pelos usuários/caminhantes locais como forma de comunicação e pertencimento social, geram uma dinâmica comunicacional viva. A presença do usuário que parece colaborar com a criação de novas camadas de leitura da cidade perpassa este texto. Acredita-se que ele ultrapasse o propósito comercial e, ao conter conceitos de revitalização como uma fonte de possibilidades de reuso das ruas, seja também uma forma de reuso e da cidade como um todo.</p> 2022-09-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 https://seer.ufal.br/index.php/latitude/article/view/13931 A cidade portuguesa (re)vestida de azulejos 2022-08-08T06:50:17-03:00 Marluci Menezes marluci@lnec.pt Alexandre Nobre Pais apais@mnazulejo.dgpc.pt <p>O artigo examina o revestimento arquitetônico exterior em azulejo, conforme adotado nas cidades portuguesas, desde o século XIX até os nossos dias, enquanto traje do espaço urbano edificado. A partir de uma abordagem que articula perspectivas da História da Arte e socioantropológicas, o artigo atenta à literatura específica e à observação das manifestações de uma dada cultura material e artística para demonstrar o argumento de reflexão. Discute-se o revestimento azulejar como uma oportunidade para apreciar o mundo social, um espelho que reflete determinadas continuidades e mudanças da sociedade urbana ao longo do tempo, através do (re)vestir dos artefatos construídos da cidade.</p> 2022-09-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 https://seer.ufal.br/index.php/latitude/article/view/13481 Através dos Arcos, Soldam-se os Elos: 2022-04-08T21:14:43-03:00 Carlos Eduardo Santos Maia carlmaia@uol.com.br <p>Uma das entidades representativas do Rio de Janeiro, Seu Zé Pelintra, é abordado neste trabalho a partir das identidades que são constituídas entre esta entidade, a Lapa e a malandragem. O objetivo é analisar as diferentes ressignificações da “pelintragem” e da Lapa paralelamente à sacralização do “Seu Zé”, da qual derivou recentemente o movimento popular de erguimento do seu santuário. As discussões são realizadas combinando-se reflexões representacionais e não representacionais, dada a complexidade da entidade enfocada, recorrendo-se aos campos da Geografia Histórica e Cultural, da Sociologia, da Antropologia, da História e das religiosidades populares. Metodologicamente, tem-se uma pesquisa qualitativa, utilizando-se entrevistas, bibliografias e observações de diferentes modalidades, realizadas no bairro da Lapa e no santuário.</p> 2022-09-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 https://seer.ufal.br/index.php/latitude/article/view/13139 Entretempos de Pivetes 2022-01-22T10:26:20-03:00 Eduarda Nogueira Vieira eduardaa.nvieira@yahoo.com Rosemere Santos Maia rosemaia@terra.com.br <p><span style="font-weight: 400;">O esforço deste ensaio consiste em discutir as várias temporalidades e espacialidades urbanas, bem como as desigualdades e processos de segregação que se apresentam nas cidades, utilizando a literatura - em especial dos romances Oliver Twist, de Charles Dickens, e Capitães da Areia, de Jorge Amado. Nas duas obras, os protagonistas são lançados a condições de miséria e abandono - o que denota como tais situações sempre estiveram presentes no cenário urbano, independentemente da época ou lugar. Nossa crítica desenvolve-se à medida que transitamos entre a literatura, a teoria e algumas referências empíricas, sendo possível demonstrar que, na realidade, entre esses sujeitos (os ditos “pivetes” ou “menores”), há uma linguagem comum: a miséria. Linguagem esta que é fruto de um espaço geográfico que segrega, individualiza e discrimina seus sujeitos. Linguagem construída sobre o sentimento de não pertencimento e rejeição, mas que também leva a táticas de resistência e sobrevivência em um ambiente que se revela tão hostil para muitos.</span></p> 2022-09-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 https://seer.ufal.br/index.php/latitude/article/view/13474 Vestir a cidade de festa 2022-03-29T23:52:06-03:00 Patrício Pereira Alves de Sousa patricio.sousa@cefet-rj.br Ingrid Moreira de Souza imsouza024@gmail.com <p>Este artigo debate como as cidades de Paraty (RJ) e Pirenópolis (GO) são trajadas pelas festas do Divino Espírito Santo, encaminhando um debate sobre como os corpos vestidos para a celebração e o conjunto de materialidades que ornamentam a festa revestem as referidas cidades patrimoniais. Nossa atenção se voltou para as vestimentas enquanto materialidades resultantes e geradoras de formas de sociabilidade que aparecem descritas e interpretadas nos dossiês de registro dos bens intangíveis do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). A análise de conteúdo, procedimento metodológico adotado, dirigiu a pesquisa em resposta às seguintes perguntas: os Dossiês de Registro da Festa do Divino foram elaborados “para dizer o quê?” e “como disseram aquilo que se propuseram dizer?”. As problematizações realizadas permitem pensar, desse modo, como a festa veste a cidade patrimônio e como dois diferentes sentidos de materialidade convivem para o IPHAN e para as referidas cidades.</p> 2022-09-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 https://seer.ufal.br/index.php/latitude/article/view/13019 Belém cidade Mariana: 2022-01-16T11:09:24-03:00 Wagner Costa wagner-arq2011@hotmail.com Cybelle Miranda cybelle@ufpa.br <p>O Círio de Nazaré, enquanto maior procissão da América Latina, que reúne milhões de devotos para prestar homenagens à Nossa Senhora de Nazaré, simboliza um marco na cultura paraense, também por conta da vivificação das ambiências da cidade, visto que a fé coletiva transborda visivelmente na ornamentação de casas e prédios do Bairro de Nazaré no período de outubro, com homenagens à Virgem. Neste sentido busca-se, com este artigo, entender como o Círio foi vivenciado no período pandêmico de 2020, explanar quais alternativas foram elencadas para que a tradição do “Natal dos Paraenses” prosseguisse, ainda que com medidas restritivas de distanciamento, adotando o método etnográfico como forma de entender a cidade e o logradouro onde a festa religiosa acontece enquanto ente participativo que reforça seu sentido de ser e a identidade coletiva da comunidade que a revigora, relembrando que o Círio é uma festa do povo.</p> 2022-09-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 https://seer.ufal.br/index.php/latitude/article/view/13602 A Comissão Pastoral da Terra de Alagoas 2022-05-18T13:41:34-03:00 Cristiano das Neves Bodart cristianobodart@gmail.com Geysson dos Santos Pereira cristianobodart@gmail.com <p>Tomando da Comissão Pastoral da Terra (CPT) de Alagoas como objeto de estudo, o artigo realiza uma análise de seu repertório utilizado nas interações com os partidos políticos e com o Estado. Foram identificadas as estratégias de ação, classificadas em categorias analíticas destacadas pela literatura recente e observada sua lógica, seus objetivos, potencialidades e limitações. A operacionalização metodológica se deu a partir de análises de base de conteúdos jornalísticos e entrevistas a atores envolvidos diretamente com a CPT-Alagoas. A pesquisa fundamenta-se na Teoria do Confronto Político, sobretudo em autores como Charles Tilly (2006; 2010) e Sidney Tarrow (2009), assim como em contribuições da Teoria dos Novos Movimentos Sociais, sobretudo nas contribuições de Melucci (1996) e Gohn (2007). Foi observada a existência de diálogos entre a Comissão Pastoral da Terra com os partidos políticos de esquerda, porém buscando manter autonomia. Em relação ao Estado há um discurso em prol do diálogo, embora sua atuação seja marcada por confronto; quando não conflitiva, predominando ações não institucionalizadas.</p> 2022-09-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 https://seer.ufal.br/index.php/latitude/article/view/12323 Quem tem tempo de escrever na pandemia de Coronavírus? 2022-04-19T19:12:10-03:00 Rosamaria Carneiro rosacarneiro@unb.br <p>Este artigo problematiza as consequências da pandemia de Coronavírus na produção intelectual de docentes universitárias mães. Para isso, descreve a configuração da casa pandêmica, em seu tempo/espaço e sobreposição dos trabalhos produtivo e reprodutivo, pontuando como afetaram na sua escrita acadêmica. Como estrutura argumentativa toma as ideias de “crise” e de “artesanato intelectual” como margens para pensarmos sobre duas questões: sobre o que escrevemos – enquanto cientistas – na crise? Como mães intelectuais escrevem em tempos tão adversos? Metodologicamente, toma escritos teóricos e resultados de pesquisas recentes sobre a produção intelectual feminina durante o isolamento social; mas também a teoria social já posta sobre crise, gênero e ciência, para além de notas e percepções oriundas do cotidiano da própria autora, docente universitária e mãe de duas crianças pequenas, em um registro marcadamente auto-etnográfico.</p> 2022-09-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Latitude