Leitura https://seer.ufal.br/index.php/revistaleitura <p>A revista Leitura é o periódico científico quadrimestral do Programa de Pós-graduação em Linguística e Literatura da Universidade Federal de Alagoas. <span style="color: rgba(0, 0, 0, 0.87); font-family: 'Noto Sans', -apple-system, BlinkMacSystemFont, 'Segoe UI', Roboto, Oxygen-Sans, Ubuntu, Cantarell, 'Helvetica Neue', sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: #ffffff; text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial; display: inline !important; float: none;">A revista possui dois números de ISSN: 2317-9945 (on-line) e 0103-6858, e recebeu, no quadriênio 2017-2020, o qualis A3.</span> Seu objetivo é disseminar a informação científica em suas áreas de abrangência, contribuindo para a construção do conhecimento. </p> pt-BR Declaro que concedo livre e voluntariamente os direitos autorais do artigo que submeti à Revista Leitura destacando ainda que não pretendo receber pagamento algum pela publicação. leitura.ufal@gmail.com (Kall Sales / Ana Clara Medeiros) leitura.ufal@gmail.com (Revista Leitura) sex, 30 dez 2022 00:00:00 -0300 OJS 3.2.1.3 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Expediente https://seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/14809 Kall Lyws Barroso Sales, Ana Clara Magalhães de Medeiros Copyright (c) 2022 https://seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/14809 sex, 30 dez 2022 00:00:00 -0300 Processo Discursivo, (re)escrita e ensino https://seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/14137 <p>Tomamos a questão do ensino de leitura e escrita e propomos pensar o processo discursivo como mediador desse trabalho, introduzindo a noção de versões, de reescrita e de atenção. Assim, procuramos sair da redução do ensino da língua como processo comunicativo e interacional para propor outros modos de trabalhar a linguagem na escola. Modos estes sustentados na afirmação da linguagem em sua materialidade como “ferramenta imperfeita”.</p> Eni de Lourdes Puccinelli Orlandi Copyright (c) 2022 https://seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/14137 sáb, 07 jan 2023 00:00:00 -0300 Lendo jogos e jogando livros: o jogar videogame como atividade textual-discursiva https://seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/14247 <p>Este trabalho busca mostrar como sentidos e valores são construídos na atividade do jogar <em>videogame</em>, consolidando-a como textual-discursiva, que não é definida apenas pelo seu conteúdo ou interação. A partir de uma discussão do objeto jogo (JUUL, 2005; STENROS, 2017) e da atividade jogar (HUNICKE; LEBLANC; ZUBEK, 2004; JUEL LARSEN; WALTHER, 2020), além da distinção entre eles, elaboramos que o jogar se configura como tal quando jogadores se engajam com o jogo na sua estrutura rizomática, de forma a construir sentidos por meio dele (MUKHERJEE, 2015). Ademais, o jogo pode veicular sentidos através da retórica procedimental (BOGOST, 2007). Nessa perspectiva, trazemos dois exemplos de como o <em>videogame</em> e seu jogar são capazes de empreender sentidos sobre exploração imobiliária e uso de força letal, respectivamente. Defendemos que, ao entendermos o jogar como veículo de argumentação realizada visual e interativamente, podemos fomentar jogadores mais críticos e capazes de agir no mundo.</p> Ritaciro Silva, Sérgio Ifa Copyright (c) 2022 https://seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/14247 sex, 30 dez 2022 00:00:00 -0300 A Política de Reforma Agrária na Constituição Federal de 1988: sujeito de Direito como Sujeito de Benefício https://seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/13251 <p>O Brasil dos anos 80 almejava sua reconfiguração política e, consequentemente, uma democracia que atingisse todas as esferas sociais do país. Essa possibilidade democrática se dá na lei, mais especificamente, na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Tomando-a como nosso objeto, neste artigo, abordaremos o Capítulo III da Constituição, no qual recortamos, para fins de análise, o Artigo 189 (Parágrafo único), sendo este o segundo e último Artigo que corresponde às terras destinadas à política de Reforma Agrária. Delimitado nosso corpus, buscou-se analisar a nomeação/designação “beneficiários”, referida a quem se destina a Reforma Agrária. Para tanto, filiamo-nos à Análise de Discurso materialista (doravante AD), que constitui um lugar de entremeio, a partir da Linguística, da Psicanálise e do Materialismo Histórico. Com o aporte teórico-metodológico da Análise de Discurso, desenvolvemos os conceitos de Sujeito de Direito e Sujeito de Benefício, que nos ajudam a pensar como se dá a legitimidade (histórica, social e jurídica) do termo “beneficiários”. A partir dessas noções, percorremos também as formulações de Althusser (1999) sobre o AIE (Aparelho Ideológico de Estado) Jurídico, a fim de sustentar nosso gesto de análise sobre o sujeito capitalista e a terra, no/do discurso Jurídico.</p> Alessandra Stefanello Copyright (c) 2022 https://seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/13251 sex, 30 dez 2022 00:00:00 -0300 Anáfora e dêixis textual: alguns casos de hibridismo https://seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/13258 <p>A Linguística Textual impulsionou o desenvolvimento dos estudos da referenciação e dos processos referenciais. Estes constituem importante componente para a coerência e coesão textual. O presente trabalho tem como objetivo investigar o hibridismo entre os processos referenciais anáfora e dêixis textual em textos mistos a partir da análise do diálogo entre as porções verbal e imagética do texto e descrever a construção de sentido através dos processos referenciais nos textos analisados. Analisa-se a ocorrência de anáfora e dêixis em quatro campanhas socioeducativas. Abordam-se os conceitos iniciais de referenciação e os tipos de processos referenciais baseados nos trabalhos de Mondada e Dubois (2017), Koch (2015), Cavalcante (2000, 2011), Silva (2014), Sousa (2005) e Ciulla e Silva (2008). Em seguida, há análises da ocorrência de hibridismo de processos referenciais em campanhas socioeducativas. Essa iniciativa estende o estudo de tal fenômeno mais comumente abordado em textos verbais a textos multimodais do gênero mencionado com a intenção de ampliar esse nicho. Foi possível observar que a porção imagética do texto é de fundamental importância para a construção de sentido, pois é através dela que se percebe a efetivação da referenciação, claro, sem que isso diminua a importância da parte verbal que também é essencial.</p> Maria do Perpétuo Socorro de Oliveira Santos Copyright (c) 2022 https://seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/13258 sex, 30 dez 2022 00:00:00 -0300 Ensino de Língua Inglesa em Tempos de Pandemia https://seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/13493 <p>Esta pesquisa objetivou conhecer a realidade do ensino de língua inglesa em escolas estaduais no município de Andirá-PR, frente à pandemia da Covid-19. Ademais, o estudo investigou possíveis mudanças do ensino de língua inglesa na modalidade remota, comparada à presencial, além de descrever e explicar facilidades e/ou dificuldades experienciadas por tais professores no contexto pandêmico. A literatura de base diz respeito às pesquisas empíricas conduzidas acerca da temática, como Bailer e Segaty (2020); Fistarol; Pottmeier; Caetano (2021), para citar alguns. De natureza qualitativa, este estudo de caso teve como instrumento de geração de dados um questionário, composto por 12 questões abertas, respondido por quatro professoras de língua inglesa em duas escolas estaduais. Os resultados revelam ações relacionadas à atualização de conhecimento, ampliação de possibilidades didáticas, adaptação metodológica, autoavaliação de conhecimentos e a continuidade das aulas, além de obstáculos que compreendem insegurança, baixo engajamento discente, questões administrativas, estruturais e técnicas. Desse modo, espera-se que os resultados desta investigação possam impulsionar a realização de outras a respeito do tema e, com isso, expandir esse campo de estudo que tem se mostrado tão significativo no cenário atual.</p> Anny Gabrielly dos Santos, Fábio Henrique Rosa Senefonte Copyright (c) 2022 https://seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/13493 sex, 30 dez 2022 00:00:00 -0300 Práticas e eventos de letramento na universidade: o gênero projeto de pesquisa https://seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/13480 <p>O presente estudo analisa e reflete acerca do processo de leitura e de escrita, pensadas como práticas sociais do contexto acadêmico para/na elaboração do projeto de pesquisa, gênero textual requisitado nos processos seletivos de pós-graduação. Situado no âmbito da Linguística Aplicada, fundamenta-se nos Novos Estudos de Letramentos, com ênfase no modelo de letramentos acadêmicos, em perspectiva sócio-histórica, considerando os estudos dos gêneros do discurso. Adotou-se como base metodológica a revisão bibliográfica e documental de natureza qualitativo-interpretativista. Para o desenvolvimento da pesquisa foram selecionados como <em>corpus</em> os editais referentes à seleção para ingresso nos cursos em dois níveis de formação: um <em>lato sensu</em> e um <em>stricto sensu</em> de duas universidades públicas federais. Para análise de dados observou-se os requisitos para a elaboração, a homologação e a avaliação dos projetos. Os resultados apontam para lacunas existentes na apropriação da escrita no âmbito da elaboração do projeto de pesquisa. Acreditamos que ações de permanência, projetos de extensão, cursos de leitura e produção textual possam contribuir significativamente para a efetivação do letramento acadêmico, privilegiando fatores sociais, históricos e culturais dos sujeitos educandos.</p> Bruna Ferro e Silva Pinto, Charlene Bezerra dos Santos Copyright (c) 2022 https://seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/13480 sex, 30 dez 2022 00:00:00 -0300 Apresentação https://seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/14810 Kall Lyws Barroso Sales, Ana Clara Magalhães de Medeiros Copyright (c) 2022 https://seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/14810 sex, 30 dez 2022 00:00:00 -0300 Olhar com atenção e minúcia: a poesia de Bruna Beber https://seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/14062 Maria Eduarda Nascimento Ribeiro, Susana Souto Silva Copyright (c) 2022 https://seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/14062 sex, 30 dez 2022 00:00:00 -0300 O gótico no regionalismo de Coelho Neto: uma forma de representação e compreensão https://seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/13432 <p>Com uma nova edição de <em>Esfinge</em> (ed. Legatus), e com dois contos presentes na coletânea gótica <em>Medo imortal</em> (ed. Darkside), Coelho Neto tem sido reconhecido como um dos precursores do gótico brasileiro. O estilo está presente não apenas em obras urbanas, como essas; mesmo seu clássico <em>Sertão</em> pode ser visto como livro não apenas regionalista, mas também gótico: temos contos com um morto-vivo ("Praga"), uma suposta bruxa ("O enterro"), uma casa, metonímia de família, chegando ao seu fim ("A tapera"), fantasmas ("Mandoví") e necrofilia ("Os velhos"), características próprias da literatura gótica. Mortos-vivos também estão presentes em "Assombramento" e "Segundas núpcias", do livro <em>Treva</em>. Analisaremos alguns desses contos onde o autor maranhense utiliza o horror para retratar o fim catártico de relações — filhos, esposas, maridos que, em relações disfuncionais, quando creem ter escapado delas, veem-se frente a frente com algum ser sobrenatural —, além de buscar compreender como os princípios religiosos do autor podem ter guiado suas criações fantásticas. Utilizaremos, como fundamento teórico, as obras <em>Gothic</em>, de Fred Botting, e <em>Gothic histories</em>, de Clive Bloom, mostrando como Coelho Neto fez parte da corrente que compõe o gótico rural brasileiro.</p> Gustavo Krieger Vazquez Copyright (c) 2022 https://seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/13432 sex, 30 dez 2022 00:00:00 -0300 Machado: sob o signo da Antropofagia https://seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/14018 <p>No presente trabalho, analisa-se o romance <em>Machado </em>(2016), de Silviano Santiago, com o objetivo de compreender e demonstrar como o discurso da Antropofagia está implicitamente presente no processo de criação de uma metanarrativa cujos personagens principais são Machado de Assis e o próprio narrador homônimo do autor, que desempenha um papel de profundo conhecedor da escrita machadiana. O conceito de Antropofagia, elaborado inicialmente por Oswald de Andrade em seu “Manifesto Antropófago” de 1928, tem sido amplamente estudado e se difundiu entre críticos e pensadores da época até o presente. Sua formulação como metáfora orgânica de assimilação da alteridade parece interseccionar a metanarrativa ficcional, histórica e crítica no romance, pois ao associar o biográfico, o autobiográfico, o documental e o crítico, o narrador-personagem desenvolve uma análise reflexiva acerca da vida e obra de Machado de Assis em que se percebe a antropofagia como forma de processamento da herança da tradição cultural brasileira e ocidental. Nesse sentido, primeiramente, é importante fundamentar a ideia da antropofagia oswaldiana para posteriormente avançar à análise da metanarrativa que tem o escritor do Cosme Velho como personagem ao lado do narrador-Silviano como um intérprete antropófago dos materiais de que se apropria para construir seu texto.</p> Thiago Bittencourt Copyright (c) 2022 https://seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/14018 sex, 30 dez 2022 00:00:00 -0300 Eça de Queiroz e as três Marias Maia https://seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/13712 <p>Com base na leitura do romance <em>Os Maias</em> (1888), de Eça de Queiroz (1845-1900), este ensaio propõe uma análise das personagens femininas da família Maia — Maria Runa, Maria Monforte e Maria Eduarda —, buscando observar como elas foram construídas para servir ao modelo de denúncia à sociedade de Lisboa do séc. XIX, em consonância com as propostas ideológicas da corrente realista, da qual o autor é um dos principais representantes. Queiroz atribui às suas Marias o fim trágico da família Maia, a partir do seu julgamento moral influenciado pela sociedade tradicional e patriarcal lusitana da época. Para a reflexão, trazemos as considerações de Barreiros (1992), Reis (2005), Moisés (2002) e Brait (1985).</p> Maria de Fátima Costa e Silva, Maria Gabriela Cardoso Fernandes da Costa Copyright (c) 2022 https://seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/13712 sex, 30 dez 2022 00:00:00 -0300 À Luz de Jorge de Lima: uma Releitura do Poema “Remissão” https://seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/13527 <p>Neste artigo proponho cotejar o poema “Remissão”, de Carlos Drummond de Andrade, com o soneto 18 do <em>Livro de Sonetos</em>, de Jorge de Lima. A principal semelhança entre os dois poemas está na reiteração da <em>metáfora da lesma</em>, uma imagem que Drummond extraiu do poema de Jorge, mas cujo sentido último remonta ao Salmo 58:9, de David. Para além dessa metáfora sálmica, cotejarei sete passagens nas quais os dois poemas apresentam versos, imagens e metáforas semelhantes. Após tal paralelo, tentarei provar que a dessacralização do monumento poético, tratado como coisa perecível por Drummond, em “Remissão”, em verdade, é uma resposta camusiana do poeta mineiro às teses místicas do soneto 18, de Jorge de Lima.</p> Cleber Ranieri Ribas de Almeida Copyright (c) 2022 https://seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/13527 sex, 30 dez 2022 00:00:00 -0300