Inovação e saúde: a percepção do uso de indicadores para o desenvolvimento tecnológico

Jupiraci Barros Cavalcante, Thierry Molnar Prates

Resumo


Este artigo tem por objetivo caracterizar a dinâmica e as atividades inovativas promovidas no âmbito dos segmentos do complexo econômico industrial da saúde, na fabricação de produtos farmacêuticos e no segmento de materiais e equipamentos de uso médico e hospitalar de 2000 até 2010. A indústria brasileira, assim como nestes segmentos, apresenta como uma de suas fragilidades, padrões de produção ainda tradicionais. No segmento de alta intensidade tecnológica o padrão de produção é assimétrico em relação ao processo de internacionalização mundial, marcado por grandes indústrias, líderes em pesquisas e atividades tecnológicas. A respeito disto, cada vez mais, invocam-se políticas nacionais e setoriais, arranjos organizacionais e avaliações acerca das instituições para o desenvolvimento de sistemas de inovação e que impactem em melhorias para saúde. Acentuou-se desde a década de 1990 um conjunto de instrumentos com finalidades sistêmicas e verticais, as quais enfatizaram a relevância das inovações na busca de padrões intensivos em conhecimento. Diversas políticas foram delineadas neste sentido, contudo insuficientes para reverter expressivos atrasos acumulados no comércio de produtos intensivos em conhecimento. A partir de uma diversidade de dados e bases estatísticas foi possível identificar indicadores que refletem o comportamento dos segmentos do Complexo Econômico da Saúde, implicando na avaliação, implementação de ações e superação de fragilidades encontradas a fim de um maior desenvolvimento tecnológico.


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DOI: https://doi.org/10.28998/repd.v7i18.3160