http://diadorim.ibict.br/handle/1/2279

Revista de Ciências Humanas Caeté

A revista de Ciências Humanas Caeté tem publicação semestral. O periódico foi criado em 2019 pela Coordenação do Núcleo de Pesquisa e Estudos Arqueológicos e Históricos, em parceria com o colegiado do curso de Licenciatura Plena em História, da Universidade Federal de Alagoas, Campus do Sertão.

O objetivo da Revista Caeté é o de divulgar estudos acadêmico-científicos concluídos ou em andamento, regionais, nacionais e internacionais, no campo das Ciências Humanas, com foco em Antropologia, Arqueolologia, História e Filosofia. 

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ISSN 2675-1666

v. 2, n. 3 (2020): (A)FIRMAÇÕES AFRO-BRASILEIRAS


Capa da revista

Informações sobre a capa:

A imagem apresentada na capa é pano de pinte, trazida da Guiné -Bissau por Vagner Gomes Bijagó. Pano de pinte faz parte da cultura material e imaterial da etnia Madjaco e Pepel da Guiné-Bissau. Essa indumentária sagrada carrega consigo múltiplas funções representativa a depender do evento que se apresenta. O pano de pinte é usada para proteger uma criança recém nascida, para cobrir a noiva no rito matrimonial, para veste de cadáveres nas cerimônias fúnebres, nas festividades, na feitura de símbolos sagrados, totens representativos dos encantados de elo transcendental, para homenagear alguém de forma distintiva, configurando-se numa dádiva – o ato de dar, receber e retribuir tal qual acontece nas cerimônias de onde se renova as alianças e os circuitos de afetos através de retribuição dádiva. Portanto, além do seu sentido mais trivial da economia criativa e de vestimenta social, em certo sentido, o pano de pinte pode ser considerado como um símbolo cultural tradicional e fiador das alianças sociais da sociedade bissau-guineense.

Informação sobre a marca d`água:

A imagem utilizada como marca de água representa a mulher africana com turbante e tem como pano de fundo reconhecer e homenagear o papel fundante da mulher africana, afro-brasileira e toda sua diáspora, (símbolo de respeito e de sintonia com o sagrado) enquanto feitoras originais das tecnologias humanas e fiéis detentoras das sabedorias ancestrais em prol da humanidade.

Autor: Vagner Gomes Bijagó.

 

Foto e edição: Henrique Correia.