A primeira República dos emboabas:

Soberania social e Soberania política no sertão do São Francisco no Setecentista

Autores

  • Célia Silva Universidade Federal de Alagoas

DOI:

https://doi.org/10.28998/rchv13n26.2022.0003

Palavras-chave:

Sertão; Potentados; República

Resumo

O artigo pretende uma discussão sobre o direito de governar dos potentados locais como princípio lógico da teoria de poder português de soberania compartilhada. Do direito consuetudinário de mando que se estabelece no sertão do São Francisco, referenciado pelas práticas de poder do capitão mor Manuel Nunes Viana e das suas redes clientelares demonstradas num dos maiores conflitos contra a nomeação do governador à capitania das Minas, o estopim da Guerra dos Emboabas, até os inúmeros motins como estratégia de consolidação de um governo dos súditos. Os Territórios de Mando são analisados como uma categoria histórica para a capitania das Minas, donde a prática de poder e de domínio dos homens rústicos, tornam-se experiências históricas na construção da ideia de comunidade política participativa, auferida pela própria teoria de poder português de liberalidade política dos súditos. Este exercício de poder local compartilhado foi praticado pelos potentados locais e se constituirá como o cimento da cultura política republicana no futuro.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/rv.v1i11/12/13.17746

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Publicado

2022-12-19

Como Citar

Silva, C. (2022). A primeira República dos emboabas:: Soberania social e Soberania política no sertão do São Francisco no Setecentista. Revista Crítica Histórica, 13(26), 11–28. https://doi.org/10.28998/rchv13n26.2022.0003

Edição

Seção

Dossiê Histórias do Rio São Francisco: sujeitos, territórios e temporalidades

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